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PERFEIÇÃO ESPIRITUAL


- Esclarecimento para se atingir a perfeição espiritual.

(GEJ - VII – 103)

Diz o anjo: “Meus amigos e irmãos, peço não me considerardes em nada melhor que uma criatura mais aperfeiçoada pela graça Divina! Dentro de mim só existe uma centelha do Espírito Divino. (…) Em vós se oculta a mesma centelha, apenas se assemelha ainda ao gérmen na semente. (…) De igual modo, o homem material tem que destruir todas as aspirações mundanas através da vontade psíquica. Não deve ligar o amor às coisas terrenas. (…) Por esse meio o espírito no homem se põe em acção, em breve o preenche, fá-lo semelhante a Deus e lhe dá todo o poder e força, inclusive a criatura encontrar Deus. (…) Experimenta expor uma semente ao ar, onde seja beneficiada pelos raios do Sol, e verás como secará sem germinar! O mesmo acontece com o homem à procura de Deus pela luz intelectual; resseca e se atrofia, e todo o seu esforço é inútil. O gérmen cheio de vida sendo depositado no solo, quer dizer; o homem, começando a renunciar aos prazeres sensuais, torna-se cheio de humildade, meiguice, paciência, amor e misericórdia para com o próximo, incentivando o seu amor a Deus! Em tal situação ele já se encontra qual semente viva e germinadora no solo da vida verdadeira! (…) Quem isto realizar, terá encontrado a Deus, eternamente oculto, e jamais perdê-Lo-á. Eu(o anjo) assim fiz, alcançando o meu estado actual; a maior parte dos presentes também se acha em tal situação e ainda mais adiantada que eu. Querendo, podereis atingir o mesmo fim; para tanto, seria preciso banirdes muita coisa mundana do vosso íntimo.”


- Regras claras que devem ser experimentadas.

“Ele (Jesus) tem plena razão e não há objecção a fazer; todavia, encontramo-nos enterrados no mundo, desde nascença, e será difícil libertarmo-nos inteiramente. Segundo a Sua afirmação bem fundamentada, cada um terá de se elevar do seu estado material ao do espírito, sem poder contar com a ajuda milagrosa por parte de Deus, porquanto sofreria uma espécie de coacção da livre vontade.“


- Quanto tempo para atingir tal estado?

(Resposta de Jesus): Obras e caminhos espirituais não podem ser calculados por horas e distâncias, mas apenas pela força de vontade, pela fé e pelo amor a Deus e ao próximo. Quem fosse capaz da abnegação de si próprio, ao ponto de renunciar inteiramente ao mundo, passando os seus bens aos pobres, na justa medida – por amor a Deus – e não levasse vida sexual, em curto tempo estaria perfeito! Necessitando de prazo mais longo para purificar-se das escórias e tentações terrenas, a perfeição espiritual será muito demorada. (…) Não deveis cair no erro de angariar consideração e honra da vossa profissão. (…) Grande fortuna, todavia, não é impedimento ao estado espiritual, caso saibais agir com ela em benefício dos necessitados … Deus vos recompensará espiritualmente, e, em caso de necessitardes, também materialmente. (…) O Pai não forçará a união da alma com o espírito, através da Sua Omnipotência, Ele iluminará cada vez mais o coração humano e o encherá com a verdadeira Sabedoria dos Céus, e o homem crescerá e se tornará mais forte espiritualmente, vencendo mais fácil e confiadamente todos os obstáculos que poderiam surgir para maior provação. Quanto mais crescer o amor para com Deus e o próximo e a sua alma se encher de misericórdia, tanto mais forte e preponderante se tornará o espírito dentro da alma. Pois o amor a Deus e ao semelhante é justamente o Espírito de Deus na alma da criatura. À medida que aumenta o amor, cresce o espírito. Se, no final, a criatura toda se tiver transformado em amor puro e misericórdia, a alma terá conseguido a plena união com o espírito, ou seja, a meta final. Deus mesmo é o Amor mais elevado e puro; assim também é o espírito do homem, provindo de Deus. A alma que se tornar semelhante ao Espírito de Deus através do seu livre arbítrio, ter-se-á unido a Ele e alcançado a perfeição total. (…) A alma alcançando este estado de pureza, com zelo e renúncia, identificar-se-á com o espírito, pela perfeição de Deus. Sabeis perfeitamente o que fazer para tal fim.

(GEJ - VII – 223)