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TENTAÇÃO

- Tentação de Jesus no deserto. A pedido de alguns discípulos, Jesus conta o início do Seu ministério, incluindo o período preparatório no deserto.

(GEJ - IX – 134)

Pergunta formulada a Jesus: “Senhor e Mestre, cheio de Amor, Sabedoria e Poder! Da Tua Boca Divina muita coisa ouvimos de Tuas Acções, mas ignoramos o que fizeste quando deixaste a casa paterna. (…) Mas dos três meses após a Tua partida de Nazaré, nada consegui apurar. Todos iniciam o relato com o Teu baptismo no Jordão, por João Baptista; o tempo anterior, porém, é desconhecido de todos. (…) Digo Eu: Não é do Meu agrado estender-Me além do que já fiz a respeito daquela época em que fui levado pelo Espírito do Pai em Mim, a um deserto no Jordão, onde jejuei durante quarenta dias, alimentando-Me apenas de raízes e mel silvestre; por fim a fome apresentou-se e fui tentado três vezes por um espírito mau, demónio de primeira categoria. E ainda que as criaturas soubessem as minúcias, esse conhecimento não lhes seria útil à salvação da alma. (…) Como foi possível seres tentado por um demónio, e até mesmo ele aproximar-se de Ti? (…) Digo Eu: Não existem demónios primitivos, nem imaginários; todavia, é tudo no mundo material em seu elemento primitivo tanto quanto um demónio original, e dá na mesma a pessoa dizer que é tentado pelo mundo, pelos desejos materiais da carne, ou por este ou aquele demónio … Tal espécie de demónio não pode ultrapassar o abismo incalculável que se antepõe entre nós. Mas, como Eu Mesmo vim ao mundo pleno de julgamento, portanto de demónios, criei por certo tempo, da profundeza da Minha Misericórdia pela aceitação da carne, uma ponte por sobre o abismoSubentende-se por essa ponte se possa aproximar de Mim um demónio qual homem. (…) Assim, foi possível naquela época um demónio Me tentar! A fim de que possas compreendê-lo melhor, dar-te-ei explicação maior. Quando se tinham passado três semanas de jejum no deserto, para Me afastar do mudo e harmonizar o Meu Corpo com o Meu Eu de modo mais intimo … e devido à alimentação com raízes e mel silvestre, a fome se intensificou e percebi o forte desejo de comer pão. O tentador se apresentou na figura de um mago sábio e sério, dizendo: Senhor e Mestre, conheço-Te como Filho de Deus em carne! Porque Te deixas martirizar pela fome neste deserto, quando dispões de todos os tesouros de mundos e Céus? … Transforma estas pedras em pão e satisfaz Tua fome, uma vez que ninguém te observa. Respondi … Ousas tentar-Me, o Teu Senhor de Eternidades! O Meu Corpo é humano com todas as necessidades deste mundo; mas é preciso saberes e compreenderes não viver o homem tanto de pão desta Terra, e sim muito mais necessita de cada palavra vinda da Boca de Deus. (…) A estas Minhas Palavras o tentador se afastou por alguns dias … Permite levar-Te à mais alta ameia do Templo e lá continuarei a falar-Te! Respondi: Não será tua impotência a levar-Me; Eu mesmo o quero – e já aqui estamos. Podes prosseguir! Disse o tentador: “Senhor e Mestre, se realmente fores Filho de Deus, atira-Te no abismo, que Deus dará ordens aos Seus anjos para seres transportado em suas mãos poderosas, e não venhas a ferir-Te. Retorqui: Cabe a ti humilhar-te diante do teu Deus e Senhor, e não a Mim por um salto no abismo! … A tua experiência foi inútil, afasta-te! (…) Passados alguns dias, ele novamente se apresentou e Eu lhe perguntei: Que queres de Mim pela terceira vez, demónio incorrigível? Respondeu: “Senhor e Mestre, vem comigo a um monte elevado! Lá quero aprender de Ti a humildade e corrigir-me! Fui com ele até lá e perguntei: O que queres de Mim? Disse ele: “Senhor e Mestre, humilha-Te primeiro perante mim que eu o farei em seguida. Dar-Te-ei todas as terras maravilhosas e ricas, caso te ajoelhes e me adores! Então reagi: Agora basta! Afasta-te de Mim Satanás! Consta que deves adorar apenas a Deus, o teu Senhor, servi-Lo e não tentá-Lo! Com isto, ele Me deixou para sempre; em compensação se aproximaram dos Céus muitas falanges de anjos e Me serviram. Despedi-Me do deserto, atraí alguns adeptos e Me fiz baptizar por João no rio Jordão. A partir daí angariei os outros discípulos, na maioria pescadores, e com eles viajei de vila em vila.“


- A necessidade e a finalidade da tentação. Sobre o motivo das tentações, Jesus dá-nos esclarecimento.

(GEJ - IX – 23)

“Digo Eu: As infinitas variabilidades, boas e más, só existem para o homem a fim de que tudo veja, conheça, experimente, escolha e use; daí poderá deduzir ter sido Obra de um Criador poderoso, sábio e bom, que jamais deixará de se manifestar ao homem pesquisador, conforme acontecia em todos os tempos. (…) Até que, pelo sofrimento, venham a perguntar pela razão da sua existência e o motivo do padecimento até à morte certa. Então é chegado o momento em que Deus novamente Se manifesta. (…) Quando tal situação (afastamento de Deus) atinge certa preponderância, aparece um grande julgamento acompanhado de uma Revelação importante e directa, a criaturas que conservaram a fé em Deus, e o amor a Ele e ao próximo. Os ateus e orgulhosos mistificadores e opressores serão varridos do solo, e os fiéis e pobres serão soerguidos e iluminados pelos Céus, como ora acontece e se repetirá daqui a quase dois mil anos. A época será percebida tão facilmente como se vê a proximidade da primavera.”

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