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Mensagem 19

Lucas 8:4-11

 

(…) “Vede, com o Reino do Céu, ou seja, o Reino da Verdade, da Luz e do Amor conforme vos demonstrei em outra ocasião, dá-se o seguinte: Este Reino não se constitui em aparato externo e não penetra no homem com sinais e atributos superficiais, pois se desenvolve no vosso íntimo, onde cresce e vos penetra, tornando-se o vosso mundo pleno de felicidade.

– Aqui na terra, o Reino do Céu se assemelha a um lavrador que semeou o bom trigo. Alguns grãos caíram pelo caminho, sendo uma parte comida pelos pássaros e outra, pisada pelos viandantes. Deste modo, a semente não germinou nem produziu frutos. A outra parte caiu em solo pedregoso; enquanto as pedras continham alguma humidade, conseguiu germinar; não pôde criar raízes, pois a humidade não foi suficiente para alimentar a haste, que em breve secou e nada produziu. Ainda outra, caiu em espinhos e arbustos; no começo germinou bem, mas quando deveria desenvolver-se, foi sufocada pelos cardos e abrolhos, pereceu e não deu frutos. Apenas uma parte caiu em bom solo, germinou e deu frutos abundantes.

- Eis a situação do Reino do Céu nesta Terra. Eu Mesmo sou o Semeador e o Meu Verbo é a Boa Semente, da qual deverá surgir o Reino Celeste como resultado. Caindo em bom terreno, trará fruto centuplicado; se cair nos caminhos mundanos, sobre pedras ou entre cardos e abrolhos, nada produzirá.

- Os caminhos do mundo são comparáveis às criaturas mundanas, conforme observamos várias com o nosso hospedeiro. Os viandantes a pisarem a semente, são os negócios e lucros; pensamentos comerciais dirigidos em todas as direcções apontam os pássaros, que absorvem a semente não pisada, a fim de evitar que surja algum fruto. Tais criaturas são, como já disse, verdadeiros suínos aos quais não se deve atirar as Minhas Pérolas como alimento.

- Nas pedras se entende os intelectuais que tudo aceitam com certa ansiedade, positivando-se, porém, em seu íntimo em várias concepções erróneas, tornam-se de certo modo de sentimento endurecido; neste caso, a semente nova não encontra a necessária humidade vivificante, nem tampouco o solo macio e arável para receber as raízes alimentadoras. Surgindo ventania e seca, a pequena haste fenece em breve e como ainda não possui raízes, o vento leva-a para longe. Sobrevindo uma tentação para tal criatura, ela diz: Sabia de antemão ser este assunto duvidoso. Fala-se em promessa que se deveria realizar, – e eis que sofro! Por isso, para longe de mim tais ensinamentos novos! Eis a pedra!

- E que vêm a ser cardos e abrolhos? São as criaturas benevolentes que com muito prazer recebem o Meu Verbo, cultivando-o por certo tempo. Surgem, porém, toda a sorte de preocupações, tristezas e receios fúteis que abafam a Palavra Viva em seus corações, impedindo a sua germinação.

- Deste modo só contamos com poucas pessoas comparáveis ao solo realmente bom; elas aceitam a Palavra e põem-na imediatamente em acção. E a semente produz abundante fruto, que é o Próprio Reino do Céu dentro da criatura sem aparato externo.

Este Reino se estenderá acima daquele que o criou, através das Minhas Palavras, dando-lhe toda a felicidade, luz, verdade, sabedoria e poder sobre todos os seres.

- Pelo que Eu vos disse, podereis deduzir aonde tereis de semear o Meu Verbo, porquanto ele deve produzir fruto!

Antes de mais nada, deve cair em bom solo.

Tão logo der frutos abundantes, os comerciantes, os intelectuais e as criaturas preocupadas virão por si, a fim de comprarem de vós a semente para as suas terras.

Tereis compreendido tudo isto?”

  Citamos d’O Grande Evangelho de João, excertos do capítulo 65 do volume VI.


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Pr. Egídio

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