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Fevereiro/Março de 2022


96-Ano XXVIII-AVB-FEV-MARÇO de 2022
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Ano XXVIII - Nº 96


Neste Boletim:


  • Nova Terra

  • Recados do Pai

  • Excertos d’O Grande Evangelho de João

  • Gratidão

  • Um Pouco de História

  • Lugar à Poesia





Disse Jesus:

Está escrito nos profetas:

Todos serão instruídos por Deus. Todo aquele que ouviu e aprendeu

do Pai vem a Mim.

(Evangelho de João 6:45)




A NOVA TERRA


Neste boletim podemos ler uma poesia intitulada “O Fim do Mundo” que deixa transparecer alguma preocupação do autor, um irmão muito querido de todos nós, pois sempre nos aguardava para receber os alimentos que a nossa comunidade distribuía na rua. Este nosso irmão já partiu para o seio do Pai, mas merece ser lembrado.

Com muito talento para a poesia, sempre nos entregava alguma que havia feito, e esta deve levar-nos a reflectir sobre os dias que estamos vivendo.

Assim, considerando o conhecimento que nos tem sido transmitido por Deus, quer através do Seu Verbo, quer através das muitas revelações transmitidas aos Seus profetas, começamos com uma pergunta:


Será que o mundo vai acabar?

Naturalmente que não. O nosso planeta irá ainda durar muitos milhões de anos. Mas devemos saber que, desde antanho, nos nossos dias e no futuro longínquo, muitos ciclos se passaram e passarão. Vamos procurar explanar algumas revelações do Senhor que nos esclarecerão sobre este assunto tão controverso, mas também aliciante.

Numa das revelações do Senhor, que também seleccionámos para este número, é dito: O sentir do tempo é uma marca dos tempos que viveis. Palavras extraordinárias do nosso Pai, para definir o sentimento de expectativa e de medo que a Humanidade está vivendo.

Neste pequeno estudo passaremos a enumerar três grandes ciclos de mais ou menos dois mil anos. Esta divisão de tempo é revelada pelo Senhor n´O Grande Evangelho de João que nos mostra que cada ciclo é antecedido por uma grande revelação e posteriormente um julgamento, pois infelizmente o homem não acata as orientações de Deus e sempre foge da Ordem Divina.

O primeiro ciclo é iniciado com a criação de Adão e Eva e a revelação directa de Deus ao primeiro casal, prolongando-se até ao tempo de Noé; e o Dilúvio como grande julgamento da Humanidade transgressora. Ainda neste período encontramos o patriarca Abraão e a revelação do Senhor de que da sua descendência surgiria o povo escolhido (Israel/povo judeu) e, deste povo, o Messias, Ungido de Deus – Jesus Cristo. O julgamento nessa época aconteceu com a destruição de Sodoma e Gomorra. Também neste ciclo temos a personagem do rei de Salém, o Senhor em Melquisedeque, a quem Abraão prestou a sua vassalagem, dando-lhe o dízimo de tudo. [1]

O segundo ciclo abrange todo o período da Lei, acompanhando a história do povo de Israel até à Encarnação do Senhor, o Seu Ministério terreno e a Sua doutrinação, iniciando o Novo Testamento. O grande julgamento surge pela rejeição do Messias por parte do povo judeu: Jerusalém é destruída; Israel, como nação, desmorona; o povo judeu que sobrevive a este julgamento é espalhado pelo mundo, como foi profetizado por Jesus: E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem. [2]

O terceiro ciclo inicia-se com o surgir da Igreja, após a Ascensão de Jesus, e chega aos nossos dias. Os julgamentos divinos neste período são diversos e abrangem todo o planeta. Vão perdurar, aumentando em intensidade, como as “dores de parto”, até à Volta de Jesus. Não podemos identificar uma catástrofe global, pois elas são dispersas. Segundo a revelação do Senhor, são de molde a deixar o homem recuperar-se de cada flagelo.

Ao longo destes dois mil anos, o Senhor tem levantado grandes profetas, mais ou menos de cem em cem anos, alertando a Humanidade para os seus desvios da Ordem Divina, procurando trazer alguns para o Reino de Deus.

Neste último tempo podemos identificar um grande profeta na pessoa de Jakob Lorber. Nos seus escritos, descobrimos o Evangelho pregado por Jesus Cristo, na sua pureza esclarecedora; segunda as palavras de Jesus, temos nestes escritos “A Luz Completa”.

O grande e final julgamento ainda está no futuro, talvez mais próximo do que julgamos.

O Senhor diz-nos que, antes, surgirão sobre a Terra alguns fogos purificadores como sinais.

O Senhor diz-nos também como são estes fogos purificadores:

Primeiro fogo purificador: “Digo Eu: O fogo será representado por uma miséria imensa e geral, sofrimento e tribulações nunca vistos na Terra. A fé se apagará, o amor esfriará e os pobres se lastimarão e perecerão; os maiorais, poderosos e regentes da Terra não darão ajuda aos pedintes, em virtude do seu imenso orgulho e dureza de coração.

Um povo se levantará contra outro, guerreando-se com armas de fogo. Isto atirará os soberanos em dívidas insuperáveis, martirizando os súbditos com impostos exorbitantes.

Surgirão carestia, fome, moléstias incuráveis, epidemias e pestes entre homens, animais e até plantas.

Haverá tempestades fortíssimas em terra e no mar; terramotos, inundações marítimas, atirando as criaturas em pavores indizíveis pelas coisas futuras.

(…) Eis o primeiro fogo, pelo qual as criaturas serão purificadas para a Minha Volta.[3]

Segundo fogo purificador: “Na mesma época, o fogo natural terá grande serviço e impulsionará os navios com a velocidade do vento. Dotados de grande inteligência, os homens farão estradas e carros de aço e, em vez de atrelar animais aos carros, o fogo se incumbirá de atirá-los quais flechas.

Saberão captar (electricidade), usando para mensageiro dos seus desejos e vontade, de um pólo ao outro (…) massas de aço em forma de bola e de grande peso serão atiradas com violência contra o inimigo, cidades e fortalezas, provocando enormes prejuízos.

Chegará a ponto em que as armas serão tais, que povo algum poderá fazer guerra, pois, em desafio de duas potências, serão dizimados até ao último guerreiro. Daí não surgindo lucro ou vitória, os regentes poderão viver em paz e amizade, e, se um outro marchar contra o vizinho, os amigos o castigarão. Deste modo, estabelecer-se-á a paz antiga entre os povos, firmando-se. A contar de agora (época em que Jesus esteve na Terra – 30 DC), mil oitocentos e quase noventa anos, poucas guerras haverá na terra, dando-se com a Minha Chegada Pessoal início a maior esclarecimento entre os homens.

Entre povos selvagens ainda haverá conflagrações, mas em breve se tornarão impossíveis (…) Eis o segundo fogo purificador.” [4]

Terceiro fogo purificador: “Digo Eu: Uma terceira qualidade de fogo consistirá em Eu inspirar, alguns séculos antes, videntes, profetas e servos que, em Meu Nome, esclarecerão todos os povos, clara e verdadeiramente sobre todas as coisas, libertando-os da mentira e mistificação, pelas quais os próprios falsos profetas, em Meu Nome, iniciaram o caminho da perdição, até mesmo na Minha época.

Farão falsos milagres e sinais como fazem os sacerdotes pagãos, seduzindo muitas criaturas para angariar tesouros, riquezas, poder e grande conceito; através do terceiro fogo e da sua Luz claríssima, tudo perderão, sendo aniquilados (…) pois Eu inspirarei os Meus reis e chefes de estado, dando-lhes a vitória e a antiga noite do inferno, e seus mensageiros na Terra terão fim.

(…) A mentira não poderá ser vencedora na luta com a Luz da Verdade celeste, assim como a noite natural não poderia enfrentar o Sol.“ [5]

Quarto fogo purificador: “Agora demonstrarei a quarta espécie de fogo pela qual toda a Criação será purificada na Minha Segunda Chegada. Essa espécie consistirá em grandes convulsões terrestres de várias categorias, mormente naqueles pontos onde foram construídas as metrópoles sumptuosas, em que dominam o pior orgulho, desamor, maus costumes, falsos testemunhos, poder, honrarias, ócio, ao lado da maior pobreza, miséria e sofrimento gerados pelo excessivo epicurismo dos ricos.

Em tais cidades surgirão, por ganância, fábricas em grandes proporções. (…) Quando tais máquinas, pelo poder do fogo, tiverem atingido o seu apogeu, a atmosfera terrestre será tão fortemente carregada com gases incendiáveis que se incendiarão cá e acolá, reduzindo tais centros e arrabaldes em cinza e poeira, inclusive os habitantes.

Tal será uma purificação enorme e eficaz. O que não for atingido pelo fogo será feito por tempestades várias, onde for preciso.

Como as criaturas purificadas se acharão em Minha Luz, respeitando para sempre as Leis do Amor, os bens terrenos serão de tal forma distribuídos que cada um terá o suficiente, aplicando o justo zelo.

Os chefes da comunidade, bem como os regentes, igualmente agindo sob a Minha Vontade e Luz, farão com que jamais haja qualquer carência no povo. Eu Mesmo visitarei as criaturas para soerguê-las e fortificá-las onde existir a maior saudade e o amor mais forte para Comigo. (…) Trata-se de uma profecia para futuro distante, mas que se realizará; pois, tudo poderá desaparecer, inclusive esta Terra e o Céu visível; jamais, porém, as Minhas palavras e promessas deixarão de se realizar.” [6]

Estes fogos purificadores antecedem a Volta do Senhor, e a maioria deles são motivados pelo desgoverno do homem, pois ao longo do tempo, particularmente nestes últimos séculos, tem feito com que a Terra, lugar da sua habitação, seja conspurcada e maltratada pela sua ganância.

Quando o Senhor foi confrontado pelos Seus contemporâneos a revelar de forma mais clara o Seu aparecimento de novo na Terra, alguém perguntou: “Já que falaste em Tua volta à Terra, poderias acrescentar onde se dará tal facto?” Eis a resposta de Jesus: Digo Eu: Amigo, a essa pergunta não posso responder de modo compreensível, porque terão surgido, em tal tempo, locais, países e povos que actualmente não têm nome.

Claro é que poderei somente voltar ao país onde existe a fé mais viva e o amor mais forte e verdadeiro para com Deus e o próximo.

Mas, quando voltar, não virei sozinho e sim com todos os Meus que desde longa data estiveram no Meu Reino Celeste, em enormes falanges, para fortificar os irmãos ainda na Terra, havendo deste modo verdadeira comunhão entre espíritos bem-aventurados nos Céus e as criaturas desta Terra, para seu grande consolo.

Agora sabeis o que necessitáveis. Agi de acordo, que colhereis a Vida Eterna.” [7]

Infelizmente, sabemos que nada de agradável advirá à Humanidade, pois o seu materialismo é por demais evidente e só uma mudança radical fará com que haja um só rebanho e um só Pastor.

Mediante este ensino, quando se dará o chamado “arrebatamento da igreja”, por tantos esperado?

Conhecendo a doutrina escatológica inserta na Bíblia Sagrada, vamos conferir o que é dito por Jesus n’O Grande Evangelho de João: Quem for despertado pela trombeta [revelação], sê-lo-á para a Vida e não para a morte. Quem não quiser dar ouvidos ao som da mesma não será despertado, mas ficará na noite da sua tumba e na prisão do mar [religião/igreja do culto externo], até à época em que toda a Terra será dissolvida pelo fogo. Semelhantes à época de Noé, se casarão e não se perturbarão com a voz dos Meus despertados. Estes serão imediatamente levados desta Terra, e os outros entregues ao fogo destruidor, com seus afins, para cujo surgimento os materialistas impenitentes concorrerão na maior parte. Eis o último julgamento nesta Terra.” [8]

Assim, na esperança da eminente Volta de Jesus, e com total confiança Nele, podemos observar tudo à nossa volta, mesmo aquilo que nos causa tristeza, na paz do Senhor, sabendo que a nossa vida está escondida Nele.

Lembramos a todos os leitores e irmãos, que não devemos depositar confiança em demasia neste mundo, pois o amor que lhe possamos dedicar não é do agrado de Deus, como é dito: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.[9]

Concluímos com uma revelação que nos foi transmitida pelo Senhor como alerta, em 2020, confirmando a Escritura citada: “O mundo está em recolhimento. É tempo de contemplação, de louvor e meditação. É tempo de restabelecer ligação aos céus (…) Nada mais será como dantes, até surgir a Nova Jerusalém.

Esta Nova Jerusalém será a grande realidade mostrada pelo apóstolo João na sua revelação sobre o tempo porvir. (Apocalipse 21:1-4)


Fraternalmente em Cristo.

Irmão Egídio Silva


[1] Génesis 14:18-20[2] Lucas 21:24 [3] O Grande Evangelho de João – VIII – 185:1-5 [4] GEJ – VIII – 185:6-10 [5] GEJ – VIII – 186:1-3 [6] GEJ – VIII – 186:4-9 [7] GEJ – VIII – 187:3-6 [8] GEJ – X – 157:3-4 [9] I João 2:15-17.




DÁDIVAS DO CÉU




Meus filhos, tomai atenção:

Sendo Eu a Vida eterna, Sabedoria eterna, para vós a Vida que dá vida, o Todo, o Poder, o Criador, porque tive de tornar-Me como um de vós para sofrer e morrer?

Porque, Meus filhos, se Eu não o fizesse jamais nenhum ser humano - máxima criação do Universo e obra das Minha mãos, depósito do espírito - alcançaria a aproximação do Reino do Pai, que é Santo e Puro, ou o simples aproximar da Sua penumbra ou sombra.

Por isso, Eu Sou apresentei-Me como Emanuel, e como homem fiz-Me fazer sofrer, humilhar e morrer; como também mostrei que Eu Sou o Amor do Pai, e a Sabedoria do Filho, e que o Espírito do Pai habitava em Mim, e estávamos os Três sobre a Terra, mostrando aos homens o porquê e para quê, a razão da criação do ser humano.

Mas tudo foi minado pelo Meu inimigo e vosso, depois.

Por isso, em Mim tendes o viver e o morrer, o eterno passado, o presente, e o eterno futuro, e a essência que em Mim há também já a tendes.

O Amor e a Sabedoria estariam sempre separados de vós, mas Eu os fiz unos convosco.

A ciência do homem é inimiga dos pensamentos do Espírito, porque a influência do pensamento humano, que se inclina à carne e a este mundo, não visa o sentimento do Alto e do Amor.

As trevas fizeram-se manifestar quando Eu entreguei o Meu Espírito ao Pai, e durante três horas elas dominaram TODA a Criação, pensando elas que Me tinham aniquilado. Mas ao entregar a Minha essência ao Pai, toda a Sabedoria Lhe foi devolvida e Me uni junto das almas que as próprias trevas tinham acumulado; e com elas, naquele lugar de escuridão, ministrei a Nova Luz, e aniquilei toda a má e deturpada doutrina, libertando as almas ali contidas, e juntos Comigo foram levados ao Pai; e a Luz brotou de novo em toda a Criação.

Já sabeis mais alguma coisa sobre a Minha obra na Terra e nos Céus.

Vós não passareis pelas provas da morte, porque antes Eu vos virei buscar, e não sofrereis, porque compreendeis o Meu Amor por vós e vos entregais abandonados a Mim; nesse abandono Eu cuido de vós agora.

Eu vos conheço e farei de vós iguais a Elias, e os do vosso sangue como a Eliseu.

Ficai na Minha Luz, porque não há ciência sobre o Universo superior à Minha Sabedoria, pois tudo está abaixo dos Meus pensamentos e vontade.

Buscai a Minha Graça, a Misericórdia e o entendimento do Meu Amor, pois como o Pai está em Mim, Nós estamos em vós.

Nós vos Amamos.

Eu vos Amo e ensino.

Amém.


***


EXCERTOS D’O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO



A PERFEIÇÃO DA VIDA E O PODER MILAGROSO ALCANÇADOS PELO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO


(Rafael): «Se, por exemplo, quiseres restituir a um cego a luz dos olhos pelo poder da Vontade Divina em ti, no entanto alimentas uma pequena dúvida quanto ao êxito, já terás feito tudo para o insucesso. Porém, se te empolgares pelo amor a Deus, este fogo sublime do amor e da vida não somente vivificará a tua alma, mas irradiar-se-á espiritualmente além da tua esfera psíquica por um poder irresistível, agindo de modo concentrado, quando, com toda a sabedoria e prudência, a tua vontade sublimada tiver atingido um necessitado. O cego, sendo alcançado por esta tua força espiritual, onde se torna o centro do poderoso Amor na Luz e no fogo do máximo Amor e Vida de Deus, a morte terá de recuar, portanto, também será afastada dos olhos isentos de luz, portanto mortos, assim como o corpo morre sem respiração e pulsação. Desta forma, torna-se possível a ressurreição de alguém, uma vez que a Vontade Divina e a Sua Sabedoria, em teu coração, não sejam contrárias a que se dê este milagre; basta projectares o teu amor a Deus sobre o falecido, que retornará à vida.

Tal coisa demanda um esforço concentrado e a prática constante; deve o coração submeter-se ao máximo, de sorte a poder lançar-se a cada momento na plenitude do Amor a Deus. Isto alcançado, o homem é perfeito, e tudo o que deseja terá de acontecer, dentro da vontade de Deus. Adestrado desta forma, e querendo criar um mundo, ele terá de surgir pela tua vontade submetida a Deus e pelo poder do Amor Divino, cuja plenitude transforma o teu coração num poderoso fogo de vida. O que então o teu conhecimento vindo de Deus expuser à tua vontade, concatenar-se-á numa forma por ti elaborada e aceite, através da substância da tua poderosa luz emanada pelo amor – e, em poucos minutos, o mundo surgirá diante de ti, podendo fixá-lo e conservá-lo – caso estiveres no pleno poder da vontade e do Amor de Deus.

Naturalmente, não podes, desde o início, alcançar a posse plena da Vontade Divina, se não tiveres aceitado Deus no teu coração, através de um amor puro e verdadeiro, que exclua toda e qualquer outra inclinação pessoal; pois, se Deus não estiver em ti de modo íntegro, Ele também não poderá agir de modo pleno.

Amá-Lo sobre todas as coisas não é tão fácil como pensas. Antes de tudo, é preciso uma conduta de vida impecável, dentro das Leis de Moisés; quando esta conduta for viciada por toda a sorte de pecados, as energias indispensáveis à vida sofrerão dano, porque estão integradas na matéria, que as aniquila.

A criatura desta forma aleijada, não pode amar a Deus com todas as suas energias, que, na maioria das vezes, estão exterminadas por dois terços. Torna-se necessária a completa renúncia de todas as suas tendências e hábitos, para vivificar as forças perdidas e, pouco a pouco, integrar-se no possível amor a Deus – coisa não fácil para a criatura mundana.

Pois, se alguém de plena saúde já sente dificuldade ao galgar uma montanha, quanto mais um artrítico que, nas planícies, mal consegue locomover-se com muletas. Se mesmo assim, tivesse a firme vontade de alcançar o cume, necessitaria de um guia forte e cheio de saúde que o amparasse – e assim lucraria muito pelo empreendimento realizado.

À medida que subisse, aumentariam o seu esforço e suor que, no entanto libertariam das toxinas os membros entrevados, vivificando as células amortecidas e atingiria o pico, após dias de marcha exaustiva, porém, completamente curado. Que resolução fantástica não seria a um reumático subir o Ararat. Contudo, ainda seria mais fácil do que a escalada da cordilheira espiritual, isto é: humildade plena e total renúncia.

Isto causa-te admiração e pensas serem problemáticas as probabilidades da perfeição completa nesta Terra, e nada se poder fazer por milagres. De certo modo tens razão. Porém, nesta época existem guias competentes, e com a sua ajuda não será difícil deixar-se levar, como aleijado da alma, ao pico mais alto do Ararat espiritual.

Agora é fácil, para todos de boa vontade, integrarem-se na perfeição da Vida. Pois o Senhor achou por bem, não só convocar, nesta época, os guias fortes dos Céus para prepararem e conduzirem as criaturas, mas Ele mesmo encarnou e veio para curar os artríticos, e demonstrar a Sua vontade Divina, ensinando-lhes o amor a Deus e ao próximo.

Ninguém mais poderá alimentar dúvidas quanto à vontade de Deus, e também saberá da maneira pela qual deve amá-Lo, purificando assim o seu coração. Os caminhos são claramente demonstrados, e quem quiser palmilhá-los não se perderá. Em tempos vindouros, será mais difícil a criatura harmonizar-se com a vontade pura de Deus; pois, ao lado dos profetas justos, surgirão os falsos, operando milagres comuns a vós, incutindo assim noções erróneas de Deus e da Sua vontade. Isto provocará grande tribulação entre os homens, e ninguém poderá tornar-se guia seguro de outrem, porquanto todos se dirão possuidores da Verdade. Todavia, os que assim gritarem estarão na plena mentira.

O Senhor, no entanto, inspirará, ao longo dos tempos e com regularidade, servos Seus destinados a indicarem a vontade de Deus aos de boa índole, conforme ora agimos convosco. Felizes os que viverem de acordo; pois conseguirão aquilo que vos é facultado de modo tão simples. A acção milagrosa será reduzida; pois o Espírito do Senhor ensinará aos Seus filhos a devida precaução, a fim de evitar o desafio de um verdadeiro exército de falsos profetas, onde seria preciso lutar com a espada contra o inferno.

Os verdadeiros profetas serão pelo Senhor inspirados em completa solidão, e eles não farão alarde da sua incumbência. Todos os que fizerem propaganda da sua condição privilegiada não serão donos da Verdade e do Verbo Divino.

Os profetas verdadeiros serão capazes de operar milagres, sem que o mundo venha a saber algo, senão os verdadeiros amigos de Deus para o seu próprio conforto.

Actualmente dão-se milagres por causa dos judeus e pagãos empedernidos, a fim de que ninguém possa afirmar não haver tido provas durante a revelação desta Nova Doutrina Celeste. Posteriormente, as criaturas procurarão mais a Verdade plena, declinando dos milagres, dos quais os sábios afirmam não ser possível pintar-se o branco de preto, e a Verdade continuar Verdade, sem milagres.

Disto deduzirás não ser eu um monstro em virtude do meu apetite incomum, e tampouco existir diferença tão enorme entre nós, como julgavas; pelo contrário, encontramo-nos quase no mesmo grau, porquanto a tua encarnação é um privilégio, que por ora não me assiste. Acaso ainda faço, perto de ti, papel de elefante junto ao mosquito? E devo realmente afastar-me, ou posso, como décimo quarto, ficar entre vós como professor?»



A IMPORTÂNCIA DA FILIAÇÃO DIVINA NESTA TERRA


«Diz Roclus: Fica! Se quiseres, poderás devorar um planeta diante de nós, que isso não diminuirá o nosso amor para contigo, nem aumentará o medo de ti; pois sabemos quem és e o que lucramos com a tua presença.

Agora mudemos de assunto. Embora saiba seres ciente do que vou falar, manifestar-me-ei por causa dos meus colegas: não seria possível tornares-te membro do nosso Instituto, ao menos pelo tempo que necessitamos para alcançar a perfeição da vida, indispensável para socorrermos a Humanidade?

Diz Rafael: Por enquanto isso não pode ser, em virtude de outros compromissos com o Senhor e as criaturas. Mas, num caso de necessidade, estarei em vosso meio como se me tivesses chamado. Além disso, tendes a promessa do Senhor em poderdes agir em Seu Nome – mais poderoso que incontáveis arcanjos idênticos a mim. Apoiai-vos neste nome que se chama Jesus – Força de Deus – e as montanhas recuarão, tempestades e tufões se acalmarão, na hipótese de ser tal a vossa conduta a terdes mérito para tanto. Pois este é o nome verdadeiro de Deus, em Seu Amor Eterno, diante do qual tudo se curva no Céu, na Terra e debaixo da mesma.

Não me refiro ao solo deste planeta, uma esfera como outra qualquer e toda ela feita de continentes, montanhas, lagos e mares; tampouco falo do interior do mesmo, em si, um organismo animal de colossal proporção, destinado ao desenvolvimento da vida natural de um corpo cósmico; sob a expressão “debaixo da Terra” aponto o estado moral dos racionais providos de instinto, existentes nos outros planetas habitados, contados por milhares; tais criaturas têm apenas finalidade reduzida, comparada à vossa.

Pertencem, eles também, ao Infinito todo e representam, de certo modo, os elos de uma corrente; vós, porém, sois os elos, pela finalidade de verdadeiros filhos de Deus, a carregarem com Ele e connosco a infinita Criação total. Por esta razão vos classifiquei acima desta Terra, logo a seguir a nós, habitantes dos Céus.

Se considerardes isto a fundo, deveis tanto mais respeitar o nome do Altíssimo de Eternidades, concluindo ser Deus o vosso Pai e vós, Seus filhos; se assim não fosse, acaso teria Ele descido dos Céus até junto de vós, educando-vos, pessoalmente, para finalidades tão grandiosas, que desde sempre previu e destinou aos Seus filhos?

Por isso, regozijai-vos sobretudo, por ter o Pai Eterno vindo junto de vós, a fim de vos tornar aquilo a que fostes determinados desde sempre. Se sois, portanto, indiscutivelmente Seus filhos e Ele ter vindo sem O chamardes, Ele, a partir de agora, fá-lo-á tanto mais certo, quanto Lhe pedirdes cheio de amor: Pai, querido Pai, vem! Necessitamos de Ti! Esta promessa já vos foi dada, vinda da Sua boca e do Seu coração, e não necessito repeti-la. Podeis, por isso, renunciar à minha pessoa em vosso Instituto; pois, onde o Senhor mesmo age, os Seus mensageiros celestes são dispensáveis.

Se, além disso, me desejais entre vós como amigo, basta chamardes e eu estarei presente, caso permanecerdes no Amor e na Ordem de Deus. Se algum dia abandonardes esta Ordem, por considerações mundanas, não viria, ainda que me chamásseis mil vezes, e o próprio nome poderoso do Pai seria sem efeito. Caso ainda tiverdes uma dúvida, pronunciai-vos, que sereis orientados.»


(O Grande Evangelho de João – V – 83,84)



GRATIDÃO



Quantas pessoas agradecem a Deus por mais um dia de vida quando se levantam?

Quem goza de boa saúde tende a aceitar esta bênção amorosamente concedida por Deus, como uma ocorrência natural, quando há tantos doentes que estando na agonia da morte dariam tudo para terem a possibilidade de poderem apreciar outro nascer do sol, mas tal não irá acontecer.

A vida é uma graça; e cada alvorecer, uma esperança renovada.

Olhando em redor, vemos os rastos de amor do Criador na magnificência e beleza sublime da Sua criação, onde tudo o que é bom, puro e belo tem o Seu selo. Neste jardim esplendoroso criado para nossa habitação na terra, deveríamos viver felizes e em perfeita comunhão com Ele. Mas as ofertas do mundo tendem a distrair-nos, esquecer, ou relegar para segundo plano o essencial. De tal modo, que muitas vezes somos insensíveis aos “mimos” com que o Senhor nos presenteia, e nos escapam porque o quotidiano nos absorve por inteiro; um lindo pôr-do-sol em tons rosa e púrpura num dia de Inverno, um passarinho que vem debicar ao nosso lado, dando-nos a possibilidade de apreciar de perto a sua perfeição, um sorriso de criança com que nos cruzamos na rua. São tantas coisas, que é impossível enumerá-la todas.

Os nossos corações deveriam tomar consciência da abundante chuva de bênçãos que cobre as nossas vidas. E reconhecendo-as, viver numa sintonia de gratidão constante com o nosso Divino Mestre. A Palavra diz que um coração agradecido é grato ao Senhor”. Mas como a azáfama da vida é um atropelo e andamos sempre a correr de um lado para o outro, o nosso momento com Ele muitas vezes reduz-se a uma oração rápida de manhã ou ao fim do dia, para evitar remordimentos de consciência. Todavia, quando Deus deseja que o busquemos em espírito e em verdade”, isso não chega; e agimos como filhos ingratos, mal-agradecidos.

Por tradição e cultura, por vezes caímos num pessimismo soturno. Essa atitude contraproducente não beneficia ninguém - nem o próprio, nem os que o rodeiam.

Esforcemo-nos por alicerçar a nossa vida diária na Palavra de Deus: “Não temas porque eu sou contigo; não te assombres porque sou teu Deus; eu te fortaleço e te ajudo e te sustento com a destra da minha justiça”(Isaías 41:10).

Encarar os acontecimentos à luz da Escritura dá-nos paz, confiança, e a certeza de que Deus nunca nos abandona. O tempo encarregar-se-á de nos mostrar uma solução para todos os nossos problemas, ou uma alternativa, com a certeza de que a última palavra é do Senhor – por isso, descansemos n’Ele.

Por outro lado, se começarmos a fazer uma lista das bênçãos que temos, apesar de muitas vezes só repararmos nelas quando deixamos de as ter – saúde (que nos faculte uma certa autonomia), um tecto que nos abriga, comida, uma cama quente, paz, alegria, o amor dos cônjuges, dos filhos, da família, dos amigos e irmãos na fé, a graça e certeza da salvação, (a lista é imensa), encontraremos razões de sobra para reconhecer a forma maravilhosa como o Senhor nos ama e nos sustém.

Deus criou-nos para sermos felizes, e vencedores em nome de Jesus.

Vamos abraçar este novo ano com uma vida nova, esquecendo o desânimo, tentando reformular o nosso estado de espírito, e plantar a semente da gratidão no nosso íntimo, para que ela cresça e floresça em plenitude.

Experimentemos iniciar o dia, enumerando cinco coisas pelas quais estejamos gratos, com o compromisso de relembrá-las ao longo do dia, até à hora de nos deitarmos. E por cada uma delas, agradecer ao nosso querido Pai pelo bem que temos. Seguidamente, vamos tentar aumentar gradualmente esta lista dia após dia, até atingirmos dez razões pelas quais estamos gratos ao Senhor. Com um simples: Obrigada Pai por…” (interiorizando o valor de cada uma).

Há bênçãos que nos parecem tão banais que nem nos apercebemos. Um exemplo muito simples: até que ponto o nosso quotidiano seria afectado se não tivéssemos o dedo polegar?

A gratidão torna-nos mais sensíveis e atentos para podermos apreciar em consciência cada momento, abrindo uma porta de acesso às coisas espirituais.

Ao fim de algum tempo, veremos que algo dentro de nós irá começar a mudar.

A gratidão gera o reconhecimento de que o Amor de Deus é firme como a rocha; só Ele nos ama incondicionalmente e nos dá a paz que não tem preço.

Vamos pedir ao nosso Divino Mestre que nos ajude a despertar para esta realidade, de forma a saber reconhecer as graças e bênçãos que Ele nos oferece todos os dias da nossa vida.

Vamos também aprender a enumerá-las, e a estar receptivos para conseguirmos vislumbrá-las nas coisas mais singelas.

E que o Altíssimo nos ampare, para que possamos manter vivo este sentimento de gratidão até ao dia em que regressaremos à Casa do Pai, para vivermos com Ele eternamente.

Um coração agradecido faz bem ao corpo, embeleza a alma, e eleva o espírito.

Irmã Manuela Diniz




UM POUCO DE HISTÓRIA



“HALLOWEEN”


Dando seguimento ao artigo anterior, vamos falar agora sobre um evento que todos os anos se realiza um pouco pelo mundo fora e, como não podia deixar de ser, também em Portugal. Em particular esta “festa” é mais comemorada entre os adolescentes, jovens e crianças, embora os adultos também não fiquem de fora. Mas como é por demais evidente, infelizmente, também atinge os cristãos, pelo menos as crianças e adolescentes que se vêm “obrigados” a comemorar o Halloween, particularmente nas escolas.

Mas o que é o Halloween? Ou melhor dizendo, em português, o que é o Dia das Bruxas?

O Halloween é comemorado no dia 31 de Outubro de cada ano, ou seja na véspera do feriado do Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro. (Feriado alusivo, como o próprio nome diz, a lembrar a vida de todos os santos que viveram à face da Terra).

Crê-se que muitas tradições do Halloween tiveram origem num antigo festival celta de colheita e que esta festividade foi cristianizada pela igreja primitiva. Crê-se também que esta festa, bem como outras apadrinhadas pelo cristianismo, tem raízes pagãs. Não existe nenhum fundamento documental para se crer que esta festividade tenha origem cristã, mas indubitavelmente uma raiz pagã. O que se sabe é que, provavelmente, teve origens na Gália e na Grã-Bretanha, cujas festividades eram no fim do solstício de Verão. (Ainda hoje se efectua esta festa, em particular no Reino Unido, em vários locais onde os seus ancestrais enterravam os seus mortos).

Como é evidente este tipo de “festividades” é baseado em superstições e tradições muito antigas provenientes de eras remotas.

No entanto, nas últimas décadas, esta festa popularizou-se nos Estados Unidos. Tornou-se popular particularmente entre as crianças que se mascaram e batem às portas das casas, pedindo doces. É muito comum esvaziarem as abóboras do seu miolo e colocar velas no seu interior. E tudo o que não é bom é exportado pelo país de origem e importado pelos restantes, ávidos de novidades.

Embora pareça uma festa inocente, nessa noite são invocados milhões de demónios (ou não fosse o Dia das Bruxas) que com toda a certeza se deliciam com as brincadeiras dos mais jovens e dos mais velhos. Não podemos descurar esta vertente espiritual. E todos os anos vemos milhares de crianças, e não só, por todo o mundo, fantasiados com fatos, roupas e máscaras simbolizando o adversário de Deus, dando sem o saberem homenagem ao nosso pior inimigo.

O problema é ainda maior quando as crianças cristãs também vão nessa onda, pois as escolas não vêem nenhuma diferença entre uma festa pagã e uma festa religiosa.

Aliás, hoje em dia, como as instituições querem ser tão neutrais no que diz respeito às diversas tendências, são-no ao ponto de não discernir a mão esquerda da mão direita. Como mudar essa tradição?

É por isso que desde muito cedo se deve educar as crianças, pelo menos nas famílias ditas cristãs e que conhecem as Sagradas Escrituras, no sentido de estarem alertadas sobre determinadas festividades e “brincadeiras” que mexem com uma horda demoníaca e não façam o mesmo que os outros.

Sabemos que não é fácil mudar hábitos. Sabemos também que não é fácil dizer-se a uma criança que não deve alinhar neste tipo de “festas” pois o seu entendimento é ainda muito limitado, mas também sabemos que o nosso Deus não se agrada em nada quando o mundo realiza tais eventos e mais triste fica quando aqueles que professam o Seu Nome se deixam levar por essas demonstrações satânicas.

Não brinquemos com o Halloween. Pois foi por causa de uma brincadeira “inocente” que um jovem rapaz ficou possuído pelo diabo. E era filho de pais cristãos! E até frequentavam a igreja! Mas este assunto ficará para outra altura.


Irmão Tomaz Correia





O FIM DO MUNDO



Prevejo para breve o fim do mundo;

É algo de que estou certo e em que cismo.

Quem não vê que caímos num abismo

Tão negro que parece não ter fundo?


O mal alastra e tem sido fecundo.

Miséria, roubo, escravidão, racismo,

Bestialidade, guerra, terrorismo:

É o que temos, segundo após segundo.


Desiludam-se aqueles que acreditam

(desculpem-me, mas eu sou realista)

Que algum dia tenhamos aqui paz.


Tantos males já cansam, já irritam,

E já há pouca gente que resista

A este lugar que apenas dor nos traz.


In memoriam

David Vidal - 2013




Leia A Bíblia e  ‘O Grande Evangelho de João



“A Luz Completa

Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há-de vir.” (Evangelho de João 16:13) Eis a razão, porque agora transmito a Luz Completa, para que ninguém venha a desculpar-se numa argumentação errónea de que Eu, desde a minha presença física nesta terra, não Me tivesse preocupado com a pureza integral de Minha doutrina e de seus aceitadores. Quando voltar novamente, farei uma grande selecção e não aceitarei quem vier escusar-se. Pois todos os que procurarem com seriedade acharão a verdade.

(O Grande Evangelho de João – volume I –)


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