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Abril 2020


Ano XXVII - Nº 74

74-Ano XXVI-AVB-ABRIL de 2020
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Neste Boletim:



  • A Grande Prioridade;

  • “Recados do Pai”;

  • Excertos d’O Grande Evangelho de João;

  • Dádivas do Céu;

  • Deus é a Nossa Força;

  • O Nome de Deus.



A GRANDE PRIORIDADE

O Evangelho proclamado por Jesus deve ser radical na sua aceitação e na sua vivência. Este Evangelho, apresentado pelo quatro evangelistas, mostrando cada um deles uma faceta do Divino Mestre, é hoje em dia pregado sem se enfatizar o Amor a Deus incondicional, o amor ao próximo como a exteriorização do primeiro e a renúncia.

Ninguém pode dizer que Jesus não alertou os Seus para as dificuldades que iriam encontrar no mundo e que deveriam tomar posse do Seu reino com determinação e vigor. Entre as muitas advertências, destacamos esta pronunciada pelo Senhor: “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.” [1]

A mornidão e a falta de compromissos sérios na nossa vivência cristã levam aqueles que espiritualmente procuram um pouco mais a sentirem frustrações, entre elas a falta de poder. Para voltarmos novamente a experimentar a manifestação do Poder de Deus e a ligação espiritual existente na Igreja Primitiva, comecemos por prestar atenção às palavras que o Pai nos enviou:

“No encontro Comigo, vosso Pai, tendes de pensar e sentir que não existem outras prioridades.”

Para seguir Jesus, temos de considerá-Lo a nossa prioridade absoluta, deixando tudo o que nos possa tolher na caminhada, pois como discípulos Seus somos observados pelos homens nossos iguais, pelos anjos e pelos demónios, como diz a Escritura:

“Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.” [2]

Podemos correr esta carreira de duas maneiras: a do facilitismo ou a do esforço.

Como exemplo, tomamos o pequeno trabalho da caridade que a nossa comunidade leva a cabo há alguns anos. Julgávamos no início que o que fazíamos era suficiente, mas um dia fomos chamados à atenção pelo nosso Pai, que com carinho disse precisamente o contrário: “Quantas vezes abraçastes um sem-abrigo? Quantas vezes olhastes fundo no sofrimento de uma criança? É isto que vos falta, Meus filhos. Abri os vossos corações. Vós fazeis a caridade que todos os que estão no primeiro Céu fazem, mas Eu de vós quero mais. Quero a caridade do segundo Céu, a caridade da dádiva, da entrega, do sofrimento e não a caridade do conforto, em que dais o que tendes, o que vos sobra e o que vos dão. Dais o vosso tempo e o vosso trabalho. E o vosso coração?”

O Senhor quer mais de nós e nós podemos e devemos dar-Lhe. Claro que essa dádiva tem um custo em sofrimento, mas vale a pena. O nosso querido Jesus não Se deu pela metade, mas entregou toda a Sua vida em sacrifício por nós.

Eis o que nos disse, um dia, o Pai: “Ponderai, Meus filhos, se realmente é este o caminho que quereis traçar porque, a partir daqui, os vossos pés e os vossos corações vão sangrar ao sentirem o sofrimento dos vossos irmãos.”

Empenhemo-nos no caminho da caridade, pois só através dele agradamos ao Senhor; não há outra forma de demonstrarmos que O amamos verdadeiramente.

Quase no final de Seu ministério terreno, Jesus lembra a todos a bem-aventurança eterna que aguarda os justos e a correcção eterna para aqueles que desdenharam a Sua palavra: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e deste-me de comer; tive sede, e deste-me de beber; era estrangeiro, e hospedaste-me; estava nu, e vestiste-me; adoeci, e visitaste-me; estive na prisão, e foste ver-me (…) Em verdade vos digo que, quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste.” [3] Esta é a súmula do Evangelho.

Quando aceitamos o caminho proposto por Jesus, aceitando a Sua doutrina, ponderamos uma existência física e uma eternidade com Deus, e opinamos correctamente que a eternidade tem mais valor do que a nossa existência física; mas também desejamos que Ele nos dispense a Sua protecção e guarde a nossa fé para a Sua vinda.

No ditado incluído neste boletim, as palavras do Pai nos dão essa garantia, incluindo àqueles que nos são queridos:

“Em nada Eu vos excluo e a Minha vinda vos contemplará e aos vossos.”

“No caminho existe percurso simples e percurso árduo e é neste que vós Me atingis em verdade.”

Embora o Senhor nos tenha transmitido esta promessa de bênção, também nos adverte sobre o sofrimento como exigência para chegarmos a Ele.

Quando chegamos neste ponto da nossa reflexão, nos lembramos do receio de Jesus perante o sofrimento que O esperava e da Sua oração.

Foi um pedido angustiado para que fosse aliviado do sofrimento, mas ao mesmo tempo Ele tinha a convicção de que havia vindo para isso:

“E disse: Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice, não seja, porém o que eu quero, mas o que tu queres

  1. Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.” [4]

Chegamos ao final da nossa reflexão sobre vários pontos do ditado proposto para este mês, e talvez alguns irmãos e leitores estejam temerosos, julgando ser difícil atingir o que está exposto, mas vejamos como tudo é facilitado se nos dispusermos a fazer o que nos foi pedido pelo Pai e que é muito simples:

“Nada mais vos pedirei do que o vosso Amor e dedicação.”

Eu creio que todos nós amamos o nosso Deus e por essa razão tudo nos será possível neste mesmo amor.

Fraternalmente em Cristo Jesus,

Pr. Egídio

  1. Lucas 16:16 [2] Hebreus 12:1

  2. Mateus 25:34-40 [4] Marcos 14:36; João 12:27

Nota: Alguns leitores e também vários irmãos pediram que este boletim voltasse a ter frequência anterior. Assim, a partir deste mês de Abril, ‘A Voz de Betânia’ passará a sair com a periodicidade mensal.

Desejamos a todos uma Páscoa na presença do Senhor, lembrando o Seu sacrifício para remissão dos nossos pecados, mas glorificando-O pela Sua ressurreição, trazendo-nos uma nova vida.

RECADOS DO PAI

No encontro Comigo, vosso Pai, tendes de pensar e sentir que não existem outras prioridades.

No caminho existe percurso simples e percurso árduo e é neste que vós Me atingis em verdade. Aí, tudo o que é terreno se exclui e a alma, em sangue e ferida, recorre ao Pai, fortalecendo o espírito. Aí, vos despis de orgulho, vaidade e vanglória. Sois filhos mortais na busca da vida eterna que sou Eu.

O medo se revela como ignorância do espírito e distância de Mim. O temor a Mim indicia respeito que é caminho para a rectidão e, posteriormente, o Amor. Eu quero que atinjais o Amor cada vez mais divino. Não importa o caminho, desde que tenhais os olhos postos em Mim e procureis respeitar a Minha palavra.

Em nada Eu vos excluo e a Minha vinda vos contemplará e aos vossos. Mas o sofrimento é caminho e ele vos pertence até Me encontrardes.

Nada mais vos pedirei do que o vosso Amor e dedicação. Tenho projectos para vós e na obra já vos incluis, desenhando trajecto de futuro. Eu vos integro em Mim e quando vos digo que não quero dinheiro sujo é porque ele antes será abençoado, para só ser usado no crescimento espiritual e no amor ao próximo. Nada será usado sem Minha permissão e orientação para que os dois campos possam frutificar e dar fruto por igual. Toda a colheita terá de ser feita com o objectivo de encher os Céus.

Tudo a Mim deveis perguntar.

Por isso, escutai mais do que falai e vede com vossos olhos o caminho da religião. Como não hei-de Eu ficar triste? Mas o vosso testemunho e firmeza será ouro nas vossas mãos e promessa de mudança.

Não procureis afugentar quem Eu chamo; mas sim, clamai para terdes paciência, abnegação e paz para todos acolher. Na humilhação chegais ao Pai e no Amor Eu vos abençoo por eternidades.

Sede amorosos, filhos Meus. Amém.



​​

EXCERTOS D’O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO

PROMESSA DO SENHOR SOBRE O FIM DOS TEMPOS

«Diz Pellagius: Senhor e Mestre, todos nós Te agradecemos por este conhecimento, aliás não de molde a alegrar um coração bondoso. Todavia é justo que o mau se condene e se afaste do bom. Se pudéssemos enviar anjos poderosos para junto de tais homens para demonstrar-lhes a sua injustiça, não se converteriam?”

Respondo: Meu amigo, tal pensamento honra o teu coração. O desejo expressado já foi por muitas vezes efectuado por Mim, tanto neste quanto no outro mundo, e sempre foi de efeito bom e persistente para os ainda dispostos à salvação.

Lê a História de Sodoma e Gomorra. Anjos verdadeiros desceram dos céus junto de Ló, e qual foi o resultado? Lê o que aconteceu em épocas de Noé. Quem se importou com aquilo, com excepção de Noé e a sua família? O que fez Moisés diante do faraó tirano, que se tornou cada vez mais irado e maldoso, não desistindo de perseguir o profeta e os israelitas, até que o mar o tragasse, bem como ao seu exército? Vê a história de Jericó. Grandes foram os sinais sob a regência de Josué, e excluindo uma prostituta, ninguém se alterou. Estuda a história de todos os profetas, grandes e pequenos, e verás o resultado fraco que produziram entre os pecadores contra a ordem de Deus.

Deixemos de lado o que nesta Terra foi tragado pelo tempo, e observemos a época actual, estupenda e inédita. Vê os Meus discípulos. Quem são? Na maioria, pobres pescadores. Há alguns de Jerusalém que Me acompanham há certo tempo. Mas onde estão os chefes dessa cidade que também ouviram a Minha palavra, e onde Eu pessoalmente operei os maiores milagres, acompanhado de um dos maiores anjos? De que adiantou? Querem perseguir-Me e matar-Me a todo o custo.

No final, permitirei que o façam ao Meu corpo, para ressuscitar ao terceiro dia. Então visitarei todos os Meus amigos para seu consolo e conforto. Os renitentes não se alterarão por isso, mas perseguirão os Meus amigos até terem completado a medida das suas crueldades, e Eu os varrer da superfície da Terra.

Até ao fim do mundo, enviarei os Meus mensageiros celestes, para evitar que o Meu Verbo seja deturpado e destruído pelos filhos maus. Mas também aqueles serão perseguidos em Meu nome, até à época em que voltarei qual raio que de um pólo a outro iluminará tudo o que houver na Terra, bom ou mau. Farei, então, uma grande selecção sobre todo o orbe, conservando apenas os bons e puros.

Daí concluirás que sempre fiz o que acabas de desejar, e assim farei até ao fim dos tempos. A vontade livre dos homens sempre será respeitada, para prova da sua liberdade e a fim de renunciarem a todos os desejos carnais, tornando-se humildes e pacientes, mantendo e aperfeiçoando o Meu reino dentro de si. Quem quiser vir a Mim, terá que fazê-lo tão perfeito como Eu. Para que isso lhe seja possível, vim pessoalmente a este mundo para demonstrar o caminho para todos.

Não vos deixeis seduzir e ofuscar pelo mundo, a sua matéria e pelos desejos da carne, para não despertardes o julgamento do mundo e o próprio inferno, a segunda morte da alma.»

O AMBIENTE ESPIRITUAL DO SENHOR

«As Minhas palavras produzem forte impressão nas almas dos romanos, que conjecturam intimamente: Ele tem razão em tudo, e nós humanos somos representantes do Seu rigor, e não simples distracção da Sua omnipotência.

Em seguida o comandante vira-se para Mim e diz: Senhor e Mestre, abordaste em Teu discurso que durante muito tempo um anjo perfeito Te acompanhou e atestou fielmente teres vindo à Terra. Tal facto havia sido prometido através dos profetas, de sorte que os pagãos também estavam informados. Não seria possível chamares um anjo para podermos vê-lo?

Respondo: Como não? Muito embora a aparição de um anjo, não sirva para confirmar ainda mais a vossa fé em Mim. Não necessito chamar tal anjo para apresentar -se conforme pensais. Onde estou, se apresenta o máximo Céu com todas as falanges angelicais que sempre Me rodeiam. Abrirei a vossa visão por alguns momentos, para verdes o Meu ambiente. Que assim seja.

Imediatamente, todos vêem, como se formassem enormes círculos, inúmeros anjos de pé, sentados e ajoelhados, voltando o seu olhar para Mim e louvando-Me. A visão estonteia os romanos, que pedem que lhes feche os olhos ainda impuros para tal maravilha. Faço cessar a visão, com excepção da presença de Rafael, visto como se fosse de carne e osso. O comandante pergunta, admirado da sua formosura, quem é e de onde viera tão inesperadamente.

Digo Eu: É justamente o anjo que sempre Me rodeava como ora, caso fosse necessário para despertar a fé, ensinando e operando grandes milagres. Se quiseres, poderás falar-lhe directamente.

romano vira-se para Rafael e indaga se sempre estava junto de Mim para servir-Me.

O arcanjo responde: O Senhor não necessita dos nossos serviços; todavia O servimos com todo o amor, pela ajuda prestada aos homens segundo a Sua vontade, para proteger-vos de perseguições maldosas do inferno. Quanto maiores as tarefas nesta Terra e nos outros corpos celestes do espaço infinito, tanto mais felizes somos. Fazei o mesmo, que fareis o que eu faço.

Obsta o romano: Sei quem és, mas ignoro o que podes fazer.

Retruca Rafael: Tudo o que o Senhor mesmo pode, eu posso fazer. De mim mesmo, posso tão pouco quanto tu. Pela vontade do Senhor, que preenche todo o meu ser, posso realizar tudo. Aceita a vontade Dele, que poderás realizar o que faço.

Com isto, Rafael desaparece, e o comandante grava as suas palavras no fundo do coração.»

OS CIDADÃOS DE APHEK

«Após termos tomado a nossa refeição, na qual participaram os sacerdotes pagãos, chegam alguns moradores da cidade que Me desconhecem e dizem admirados ao anfitrião: Já sabes que os arrabaldes da cidade estão inteiramente floridos? Seria efeito do terremoto, ou teriam os deuses se apiedado em virtude das nossas orações e oferendas?

Responde o taberneiro: Não há novidade nisso e também estamos sumamente felizes. Sabemos ainda outro facto surpreendente. Subi a colina da murada da cidade que vereis uma fonte extraordinária, podendo suprir todos os moradores com boa água. Tão logo for possível, começaremos a fazer a canalização e igualmente satisfaremos as manadas de animais, que assim não necessitam procurar alimento em grutas e vales.

Quando os cidadãos descobrem a fonte, ficam estonteados, e um, ainda bastante crente nos deuses, diz: Devemos procurar os sacerdotes para a construção rápida de um templo em benefício de Neptuno, agradecendo-lhe por tamanha graça. Além disso, deve haver um sacerdote aqui instalado, para honrar o nosso protector.

Assim, eles voltam à cidade, onde fazem o relato do grande milagre. A multidão corre até lá e analisa o fenómeno, deixando-nos em paz, podendo fazer os preparativos para a viagem. Antes de partir, avisei o comandante e os sacerdotes dos comentários feitos na fonte pelos cidadãos, e que agora deveriam estar prontos a evitar que o paganismo deitasse raízes ainda mais fortes.

Responde o romano: Senhor e Mestre, saberemos impedi-lo com a Tua ajuda. Em relação terrena, sou chefe da zona e sujeito somente ao Coronel Cornélio actualmente residente em Cafarnaum, e ao Prefeito Cirénius, geralmente em Tiro e Sídon. Ambos sendo Teus amigos e adeptos da Tua causa, pouco temos que temer na tarefa em benefício da humanidade.

Respondo: Sem reacção dos homens, o trabalho para o Meu reino dificilmente será feito. Se, uma vez por outra, enfrentardes pequenos ou grandes dissabores, não percais a coragem, confiança e fé em Mim, que não tereis trabalhado em vão. Como já disse, nesta época em que o poder do inferno se tornou demasiado forte, o Meu reino necessita de violência e grande zelo, e só os que empregarem violência, conquistá-lo-ão.

Virão certas provações e tentações sobre vós; mas lembrai que vos avisei a respeito. Sede corajosos, lutai com prudência e com todo o amor contra as investidas do mundo dentro e fora de vós, e assim colhereis com a Minha ajuda frutos dourados pelo trabalho do Céu e a alegria será grande e imorredoura.

Todo o competente trabalhador merece recompensa, e quanto mais pesado o trabalho, tanto maior e especial será o prémio. Quem não quiser trabalhar por julgar demasiado sacrifício, não precisa esperar recompensa, mas passará fome. A fome física já sendo dolorosa, muito pior será a fome espiritual para quem já se saciou do pão celeste, sem se esforçar por um acúmulo para o sustento eterno da sua alma. O verdadeiro pão e o néctar real dos Céus, sou Eu na verdade eterna de tudo o que vos ensinei. Recebestes grandes reservas. Tratai que não diminuam. Para evitá-lo, preciso é que sejais sempre activos no Meu nome. O Meu Amor vos fortifique e a Minha Sabedoria vos guie.

Todos Me agradecem comovidos pelo ensinamento e os grandes benefícios materiais.»

A PARTIDA DE APHEK

«Passadas as manifestações de reconhecimento, o comandante pergunta se lhe permito acompanhar-Me ao próximo distrito. Respondo-lhe: Amigo Pelagius, tu e os teus fizestes muito; continua na tua comarca e profissão, e em tudo que organizei para o teu futuro. Ao voltares a Pella, encontrarás muito trabalho. Fica mais alguns dias e ajuda os sacerdotes na empresa algo difícil no início. Caso vierem alguns forasteiros e judeus, não faças grande alarde da Minha pessoa e dos Meus actos.

Dou um aceno aos discípulos para deixarem o albergue e Me esperarem fora da cidade, com excepção de João que Me acompanha. Fico mais algum tempo para consolar Verónica, cheia de tristeza com a Minha partida. Depois sigo para a colina, onde o comandante se despede, e marchamos em direcção a Oeste para outra cidade, cujo nome não tem importância.

Haverá quem pergunte qual o efeito posterior entre os pagãos de Aphek, e quanto tempo levou para aderirem à fé em Mim. Respondo que, no decorrer de um ano não mais havia um pagão na cidade e arrabaldes. No início houve correntes contrárias. O povo, sendo instruído pelos sacerdotes e pelo comandante, em breve reconheceu os seus enganos e aceitou feliz o conhecimento da pura verdade, e Eu não deixei de cumular os fiéis seguidores, em palavra e acção, com a Minha força. Após a Minha ascensão visitei especialmente aqueles lugarejos e transmiti aos convertidos o consolo pleno e a justa força para agirem em Meu nome.

Por ocasião das grandes tribulações em Jerusalém e na Judeia, a cidade de Aphek serviu de refúgio aos judeus convertidos à Minha doutrina. O comandante fundou uma comunidade, sem pompa, que manteve o seu nome após Eu o chamar para junto de Mim. Viveu mais trinta anos após a Minha ascensão, sendo nomeado chefe das dez grandes cidades, entre as quais havia quantidade de pequenas vilas. Eis a súmula relativa à situação daquelas zonas, no que diz respeito à Minha doutrina."

(O Grande Evangelho de João – X – 115-118)


DÁDIVAS DO CÉU