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Agosto 2021


90-Ano XXVIII-AVB-AGOSTO de 2021
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Ano XXVIII - Nº 90


Neste Boletim:






A VIDEIRA VERDADEIRA

Jesus disse de Si mesmo: Eu sou a videira verdadeira…. Iremos reflectir sobre estas palavras do Senhor, mas como a revelação que escolhemos para este mês nos fala sobre a videira como planta - o seu surgimento e a sua bênção posterior - vamos analisar primeiramente esse aspecto, que talvez seja desconhecido de alguns dos irmãos e leitores.

Destacamos o seguinte excerto do texto sobre a videira, escolhido para este boletim:


A videira é um vegetal nobre e só o foi após o dilúvio misericordioso (época de Noé), pois então Eu a modifiquei e a abençoei. Isto porque, quando foi criada, originária da vontade do Meu inimigo, ela derrubou Adão, que vagava no mundo cativado por suas tentações e totalmente afastado de Mim em seu coração, motivo pelo qual voltou para sua casa levando os frutos venenosos com os quais se embriagou.


Sabemos que a vontade de Deus visa sempre o bem do Homem e das Suas muitas criaturas criadas, mas também é do nosso conhecimento que Satanás procura sempre retardar a sua concretização; mas o Senhor pode transformar em benção aquilo que aparentemente é contrário à Sua vontade, deixando o adversário sempre na posição de perdedor e nunca como alguém que conseguiu “vencer” o seu Criador e Senhor.

Podíamos enumerar imensas situações em que isso aconteceu, baseando-nos somente na Escritura, mas neste momento vamos ater-nos unicamente a esta planta – a videira.

Jesus usou-a como alegoria de algo bem real, que é a manifestação do Seu poder e de como Ele pode ligar, desenvolver e manifestar a Sua glória através de simples ramos, que espiritualmente somos nós, ligados a Ele como a Videira Verdadeira.

Mas esta planta não teve origem como criação Sua, mas de Satanás, numa altura em que Adão e a sua descendência estavam sendo provados grandemente. No texto citado a seguir, vamos compreender isto, pois nessa altura Adão ainda detinha o mesmo poder que lhe fora outorgado por Deus (Génesis 1:27-28); toda a criação lhe era sujeita e ele, como senhor da mesma, dialogava com os seres criados, fossem do reino animal, vegetal, e até mesmo mineral, como é o caso das águas.


«Quando nun dia do Senhor (…) Adão passeava sozinho num certo lugar da Terra a fim de apreciar a beleza do local, tal foi o seu prazer com o mundo, que seus pensamentos se afastaram de Deus.

Deste modo distraído, ele chegou às margem de um grande rio chamado “Eheura”, ou seja “lembra-te do tempo de Jeová”, pois assim falava o rio rumorejante; mas Adão, absorvido pelos pensamentos do mundo, não entendia a fala do rio.

Prosseguindo pela margem, o seu pé esquerdo subitamente emaranhou-se numa planta que rastejava sobre o solo e se enroscava numa grande árvore, e ele sofreu uma queda, sentindo dor penetrante, sensação inteiramente nova para ele. Revoltado com a planta, ele a fitou com raiva, perguntando-lhe se desconhecia o seu senhor.

A planta respondeu: “Não, não te conheço.” Analisando-a de perto, ele também constatou que não a conhecia, por isso indagou: “Como te chamas e qual a tua utilidade?” Um vento agitou as folhas e o rumor lhe disse: “Colhe os bagos de meus galhos, espreme o sumo e sorve-o, que o meu nome e utilidade te serão revelados! (…) Colheu muitos frutos e levou-os para casa, onde chegou ao pôr-do-Sol (…) Em seguida Adão bebeu o sumo e disse: Vamos experimentar o seu efeito! (Assim se embiagaram Adão, Eva e todos que sorveram o suco e, nesta embriaguês, foram possuídos pela volúpia, caindo na pior luxúria e impudícia, enquanto Abel orava no altar de Jeová.» [1]


Do que aconteceu com Adão e que foi relatado acima, convém lembrar que ele no momento se passeva pelo Jardim numa atitude orgulhosa, contemplando tudo o que o envolvia como se tivesse sido ele a criar todas as coisas e não Deus, o seu Senhor; esta atitude orgulhosa do homem também aconteceu com o rei de Babilónia (Daniel 4:29-33) e tal como aconteceu com este rei, Adão caiu na grande armadilha de Satanás – o orgulho de querer suplantar o Criador, que sabemos foi a queda de Lúcifer e de milhões de anjos com ele (Isaías 14:11-15 e Ezequiel 28:13-19).

Tal como outrora, o Homem de hoje, no seu orgulho, continua a edificar muitas “torres de Babel” na sua pretensa sabedoria, ouvindo a Satanás porque tem prazer nas suas sugestões e, sem saber, embriaga-se com o fruto desta planta criada pelo adversário – o vinho da vaidade que causou a queda do primeiro homem, criado à imagem e semelhança de Deus.

Adão levou toda a sua família, já numerosa na altura, a beber deste líquido amaldiçoado e todos caíram no maior pecado, sendo expulsos pelo anjo do Senhor do paraíso para eles criado por Deus.

Depois dessa queda, tudo iria ser diferente e todos correram da presença do Senhor, até que cansados caíram exaustos numa terra para eles desconhecida; no entanto, também este lugar que se chamaria Belém (casa do pão) foi pelo Senhor lembrado e abençoado até aos dias de hoje, pois passados que foram quatro milénios, ali haveria de nascer Jesus, o Salvador da Humanidade.(Mateus 2:1)

Quando Adão e a sua prole acordaram da exaustão da caminhada, constataram algo que nunca haviam sentido – o medo, um sentimento novo para eles, pois a partir daquele momento, ao invés de dominarem sobre a criação, começaram a temê-la e a fugir dela. Este sentimento, que ainda perdura e perdurará no homem sem Deus, só surgiu porque ele se afastou do sentimento maior que rege e mantém todo o Universo – o Amor de Deus. Isso mesmo é dito por João: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que que teme não é perfeito em amor.” [2]

Agora Adão temia, mas o nosso bondoso Pai, como sempre faz, restaura o homem dando-lhe mais uma oportunidade de escapar das garras do adversário. Não vamos alongar-nos, mas somente lembrar que o Senhor abençoou esta planta e este fruto, fazendo que ele brotasse de uma semente especial, pois o seu formato parece um coração humano. Até nesse pormenor, vemos o grande Amor de Deus, pois sabemos que é através deste músculo que o sangue, que é a vida da carne, é espalhado pelo corpo, transmitindo a vida, pois segundo a Escritura é do coração e não do cérebro que surgem os sentimentos, sejam eles nobres e bons, ou inferiores e maus.

Assim, pelo poder de Deus, tudo se alterou e aquilo que era negativo foi transformado, trazendo bênção ao invés de maldição. A videira passou a simbolizar o próprio Jesus e o tratador da mesma – Deus o Pai, que é o Amor; os ramos da videira - que enlaçaram Adão, fazendo-o cair e sentir dor - nesta nova Videira Verdadeira e abençoada são comparados aos muitos filhos do Senhor, aqueles que hão-de herdar a salvação. Ao invés da queda para perdição, temos a elevação para a Vida, com a Eternidade como supremo destino.

O produto deste fruto – o vinho - Jesus fez que fosse o símbolo maior – o Seu sangue, que redime e transmite vida em abundância. Este Vinho Novo que é o Sangue de Jesus, não é mais aquele sumo venenoso que embriagou Adão e a sua família, mas é agora benção e todos somos convidados a beber dele sem receio: “Jesus pois lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. [3]

Comendo diariamente este alimento substancial de vida espiritual, não mais devemos temer a Satanás, pois na cruz Jesus venceu-o, tirando-lhe todo o poder. Para usufruirmos esta vitória total, basta a cada um de nós olhar para o sacrifício de Jesus e também para a Sua ressurreição dos mortos, pelo Seu próprio poder: Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. [4]

Ao fazer-nos vitoriosos sobre Satanás, retirando-nos do seu domínio, o nosso bondoso Pai nos transportou para um novo reino, como é dito na Sua palavra: O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados. [5]

Fraternalmente em Cristo.


Irmão Egídio Silva


[1] A Criação de Deus – I – cap.13 [2] I João 4:18

[3] João 6:53 [4] João 12:31-32 [5] Colossenses 1:13-14




DÁDIVAS DO CÉU


SOBRE A VIDEIRA

«Junto a uma vinha situada na vizinhança de um mosteiro.

No local em que vos encontrais havia, há algumas centenas de anos, uma densa floresta com vegetação rasteira. E há dois mil anos atrás as ondas batiam no sopé das pequenas montanhas e preenchiam os baixios.

Esta elevação que se sobrepõe ao vale e onde desde muito tempo vinhas são plantadas foi criada da mesma maneira que as grandes montanhas: pela explosão de fogo do interior da Terra. Mas a sua superfície é composta por detritos de montanhas que os depositavam no baixio e também por aluviões.

De acordo com a Minha Ordem, sempre um degrau mais nobre da vegetação afasta um menos nobre, às vezes pela influência da atmosfera e especialmente pelos homens. Em qualquer lugar onde tenha havido uma floresta virgem com toda a sua vegetação rasteira, lá o solo é enriquecido e fértil, pois esta vegetação anterior foi abandonada pelos elementos que evoluíram; como consequência, apodreceu e assim fertilizou o solo com os seus elementos mais nobres. Nestes locais os homens, debaixo da Minha orientação, plantam vegetais mais nobres, e assim as inteligências apodrecidas e decaídas encontram um novo caminho para sua evolução.

A videira é um vegetal nobre e só o foi após o dilúvio misericordioso (época de Noé), pois então Eu a modifiquei e a abençoei. Isto porque, quando foi criada, originária da vontade do Meu inimigo, ela derrubou Adão, que vagava no mundo cativado por suas tentações e totalmente afastado de Mim em seu coração, motivo pelo qual voltou para sua casa levando os frutos venenosos com os quais se embriagou.

Devido a esta volta (motivada pela queda que a vinha lhe ocasionou), Eu, após o dilúvio, retirei o veneno de seus frutos e a abençoei quatro vezes. E também abençoei a água vinte e nove vezes. Com esta quádrupla bênção, a vinha pertence às mais nobres espécies vegetais.

Porém antes de vos poder dizer algo nobre sobre a sua composição interna, o mais profundo da sua fruta, tenho que vos explicar tudo sobre o que chamais de composição botânica.

Em cada um dos seus frutos encontrareis uma ou mais sementes no formato de coração. A partir deste formato de coração, quanto mais ou menos parecido com o mesmo, podereis deduzir a pureza e nobreza deste fruto. Quanto mais parecido, mais nobre. Isto também acontece com o reino animal: Quanto mais parecido ao vosso coração, tanto mais evoluído é o animal; assim também acontece com as sementes dos frutos do reino vegetal. Os elementos unidos destes tipos de vegetais nobres podem saltar etapas no reino animal e algumas vezes conseguem até alcançar o reino humano. E, além disso, eles têm a graça de alimentar a alma dos elementos aos quais servem de alimento durante a sua jornada evolutiva.

Frutos, cereais e outros e vegetais mais nobres servem somente para o alimento do corpo, mas o fruto da vinha, quando usado em quantidades adequadas, serve para o prazer e alimento da alma.

Vede, a semente da uva está situada no centro do fruto, como criança no ventre materno, e ela amadurece junto com a fruta. Então acontece que pela medula da videira sobe um suco etéreo como fogo. Quando observardes a videira, vereis que ela está cheia de ramificações. Em cada uma destas ramificações, o canudo que leva este suco fica cada vez mais fino e leve. É quando chega ao local onde se estabelece o início da divisão em tantas partes, quantas sementes encontrardes na uva, pois cada uma delas está ligada a um desses canudos.

Mas não é só a semente que é criada por este suco de fogo e também não somente o elemento oleoso que se encontra no interior da semente. Dentro deste elemento oleoso encontra-se ainda um saquinho muito tenro e frágil, muito pequeno e ocupa somente dez milésimos deste órgão oleaginoso. Esta bolsinha é, pois, preenchida pelo suco ardente da misericórdia.

Após acontecer isto, é fechada totalmente. Em volta da mesma formam-se canais secundários que a envolvem totalmente e lhe dão um gosto adocicado, pois está plena de Meu Amor Misericordioso, ainda que tudo se tenha originado de plantas não-nobres.

Ao término desta segunda etapa, então este casulo e o seu invólucro serão novamente fechados. Aí forma-se a semente dura, o que acontece da seguinte maneira: Como o casulo está cheio do suco, este destrói as paredes do mesmo no local onde ele está mais fraco (onde foi amarrado) e corre, cheio de amor e felicidade, a juntar-se ao fruto oleoso, que é a sua vida e o seu altar.

Quando este núcleo tiver adquirido uma certa solidez, ainda está fluindo suco para ligar-se ao mesmo. Mas este suco só encontra os seus semelhantes e não mais encontra o calor do amor misericordioso, então novamente ele explode o casulo e começa a envolver o núcleo como um lagarto.

Mas ao mesmo tempo, por canais maiores que se originam directamente da videira, forma-se uma bolsa maior, e tudo isto acontece pela inteligência simples dos elementos desta planta.

Quando esta bolsa adquirir uma determinada solidez, a bolsinha oleosa explode e se veste para o interior desta nova bolsa. Como esta está com um líquido mais seco e áspero, o que é necessário para que a bolsa consiga a solidez exigida pela natureza, ela se encontra, pois, com dois tipos de fluídos: Um doce e oleoso e outro seco e áspero. Esta é a razão por que uma uva não madura tem um gosto bem ácido e com cica.

Com o tempo, o ácido e seco vai sendo derrotado pelo doce e saboroso, sendo gradualmente deslocado para a parte externa da bolsa. Isto vos sirva de exemplo, pois em primeiro lugar a vida evolutiva é conservada em total liberdade e depois, lentamente se torna um núcleo no centro de tudo. E o que não é bom, o que não foi evoluído, também começa a melhorar. No fim, também faz parte indispensável da fruta nobre e espiritual.

Quando observardes a vinha, vereis nela folhas, galhos e também muitos braços. Podereis descobrir nesta planta muito mais características animais do que em qualquer outra.

Estes braços formam-se da mesma maneira que a uva, mas eles ainda possuem muito pouca bondade e pouco amor em seus elementos, como consequência, muito pouca vida para tornar-se fruta. Quando se dão conta disto, e quando alcançam o tamanho devido, eles, na sua pouca inteligência, acham que a centelha da vida fugiu. Então começam a se estender, até tocarem algo. Eles acham que é a vida e rapidamente se enroscam nela, para que não fuja de novo. Não se dão conta que, ao invés de vida, abraçaram a morte e lentamente vão ao encontro da mesma.

Isto vos sirva de alerta, pois aquele que deixar de lado o seu interior, pensando encontrar a vida no amplo universo, este homem estendeu os seus braços e os seus olhares para a morte, enquanto que Eu constantemente vos ensino que o mundo é cada vez mais belo e cada vez mais iluminado, quanto mais vós vos afastais do mesmo. Podereis concluir isto quando observardes um local à distância. Uma montanha distante parece-vos algo lindo e digno de admiração, mas o que vos parecerá quando chegardes à mesma e verdes que ela nada mais vos dá além da visão linda de uma outra montanha distante?

Vede, é por isto que quanto mais vos retraís do mundo e bem vos afastais do mesmo, mais ele vos parecerá bonito e mais evoluído. Só então aquele que observa as Minhas obras terá prazer.

A vida existente no interior é a morte do exterior. Quem anseia pela vida e a alcança, a este tudo se ilumina e se torna vivo. Pois quem possui a vida, este vivifica com o seu hálito tudo que o rodeia, e ao vivo a morte deve entregar-lhe os seus prisioneiros.

Mas aquele que procura no exterior, seja o que for, este procura a morte. Ela logo alcança o primeiro que se apresenta e nele se aloja; para um é isto, para outro aquilo, mas tudo não passa de mera morte. Tal pessoa destrói a sua vida, e fica cada vez mais fraca e no fim morre totalmente. Como consequência, tudo é morto para ele, nada mais é considerado vivo. Esta é a razão por que tantas pessoas Me perdem dos seus corações, como algo que não existe e que jamais existiu, a Mim, que sou o Princípio e o mais elevado Criador da Vida.

Vede, Eu já vos tinha mencionado algo sobre a boa nova das plantas, e aqui está uma sobre a vinha. Vamos, então, continuar com esta mesma vinha.

Como já vos contei na criação e crescimento de uma árvore, encontramos uma busca bem maior: A centelha misericordiosa que se encontra encerrada no núcleo da semente. E quando estes elementos primários da natureza pressentem a presença desta centelha no casulo central da vinha, todos correm para juntar-se à mesma. Quando a centelha se elevou a uma certa altura, rápida como um relâmpago, ela se apodera destes elementos primários dos casulos secundários, mas estes não se dão conta disto e continuam a perseguir a centelha sem saber para onde esta vai. Mas a certa altura encontram-se em algum lugar, e explodem na sua potencialidade iniciando o talo de uma folha.

Após procurarem a centelha da vida neste talo, eles começam a interrogar a sua inteligência simples e assim se estendem para todos os lados, à procura do objecto do seu amor. É assim que se forma a folha com as suas nervuras.

Nada, além da sua esperança errada, faz com que eles corram em todas as direcções. E quando a centelha descobre que já existe suficiente massa na folha, ela fecha os casulos, só deixando aberto o meio. Isto alimenta a folha até ao seu fim, quando a pequena centelha novamente foge e o processo se reinicia.

Cada membro de uma vinha é assim formado.

A formação das folhas serve para que a centelha possa prosseguir o seu desenvolvimento numa agradável proteção e também para extrair da luz que ali se acumula (sobre as folhas) a seiva que necessita para a evolução e amadurecimento do seu núcleo. Lá há a seiva etérea do sol misericordioso que ela tanto precisa e que é de facto a bênção quádrupla já mencionada.

Esta bênção é o elemento do vinho, quando a uva madura for espremida. Mas isto não acontece antes que o sumo tenha expulsado de si todas as impurezas. Só então este elemento aparece no vinho.

Aqui podeis ver um parâmetro de como a matéria só consegue tornar-se pura e limpa, após ter feito um grande esforço para livrar-se de todos os parasitas (que só consegue com a Minha poderosa ajuda). Só então a uva (que aqui é o símbolo da matéria) se tornará pura e transparente no tonel ou numa garrafa.

Com uma retirada similar, do mundo para o vaso da humildade, também a vossa matéria será purificada pela influência do espírito cada vez mais activo. Nesta humildade acontece a mesma fermentação que acontece nos tonéis de vinho, onde todas as impurezas mortas do mundo são devolvidas ao mesmo. A vida, unificada com a sua matéria santificada, torna-se igual a um bom vinho no vaso da humildade eternamente cheia de poder e força.

Isto é o que podeis aguentar de informação sobre a vinha. Muito ainda existe oculto, mas vós ainda não estais preparados para o absorver. Mais tarde conseguireis entender e então vos será dito pelo Meu servo [Jakob Lorber] ou na vossa voz interior, se estiverdes atentos para ouvi-la. Amém.»



(Texto revelado a Jakob Lorber em 09 de Agosto de 1840)


EXCERTOS D’O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO