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Janeiro 2021


83-Ano XXVII-AVB-JANEIRO de 2021
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Ano XXVII - Nº 83



Neste Boletim:



  • Interpretando a Escritura

  • Dádivas do Céu

  • Excertos d’O Grande Evangelho de João

  • Uma Mensagem do Senhor

  • Lugar à Poesia




INTERPRETANDO A ESCRITURA

Os objectos físicos, do minúsculo grão de areia ao planeta ou estrela mais grandiosos, todos são espírito ou, usando outro termo, tudo é espiritual; esta realidade estende-se a todos os reinos da natureza: mineral, vegetal e animal.

É isto verdade?

Está na Bíblia Sagrada?

A resposta é afirmativa e está realmente na Bíblia, que afirma: Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. Outra tradução: Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.(ou, são acessíveis aos nossos sentidos). [1]

Tomando também por base esta realidade, a própria interpretação da Escritura Sagrada não pode ser entendida somente pelo sentido do texto (como é usual dizer – pela letra), pois se assim o fizermos encontramos situações difíceis de transpor num raciocínio lógico e muitas vezes os incrédulos e os que desdenham da Palavra de Deus são levados a atitudes blasfemas que nos entristecem, pois nós temos o Verbo como infalível – o que realmente é. Muitas afirmações de Jesus eram na altura difíceis de aceitar, mas Ele insistia dizendo:

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.[2]

Sendo este o primeiro mês do ano de 2021, em que a maioria de nós faz propósito de se aprofundar mais no conhecimento da Palavra, procurando tirar dela o máximo partido, quer como revelação de Deus, quer como orientação prática para uma vivência cristã mais activa, trazemos neste número, para reflexão dos irmãos, alguns capítulos d’O Grande Evangelho de João que nos explicam pormenores da criação de Adão e Eva e também nos ensinam como interpretar a Escritura, entendo os textos sob diversos ângulos.

Primeiro, o entendimento natural, seguindo a explicação literal do texto, pois essa será sempre a primeira abordagem; o relato textual do facto pois o mesmo aconteceu fisicamente.

Segundo, ligando o sentido do texto a uma significação espiritual. Esta forma de abordagem da Palavra é aceite por todos os cristãos, pois o próprio Jesus exemplificou muitos dos textos, que de outra forma não seriam compreensíveis. Tomemos por exemplo o grão de trigo como símbolo da Palavra de Deus - seguindo o ciclo da semente, é plantada, apodrece, germina e dá fruto. Tudo isso acontece espiritualmente, pois a Palavra é recebida num coração receptivo, amadurece na alma e no espírito do homem e depois desabrocha como atitude diferente, dando um fruto de caridade.

Terceiro, o entendimento totalmente espiritual, em que os nomes dos personagens, os lugares mencionados e outras situações têm um sentido diferente do que lemos no texto. Tomemos por exemplo um texto que, não sendo controverso, não deixa de ser enigmático; a menção dos cento e quarenta e quatro mil assinalados. (Apocalipse 7:4-8) Sabemos que são muitos mais os salvos e que serão arrebatados, mas seguindo a menção de cada tribo do Israel espiritual, que é a igreja de Cristo (pois o Israel físico está hoje em outro plano profético).

Assim, obtemos a descrição de um povo especial que está aguardando a vinda de Jesus, unido e selado para o dia da redenção. Basta para tal, ligar o nome de cada tribo ao seu significado no nosso idioma, como segue:

Judá/louvor, ou adoração; Ruben/vendo o Filho; Gade/ uma companhia; Aser/bendito; Naftali/lutador, ou lutando contra; Manassés/esquecimento; Simeão/ouvindo e obedecendo; Levi/união, ou apego; Issacar/recompensa; Zebulom/lar, ou moradia; José/adição; Benjamim/filho de idade avançada.

Seguindo a sequência destas tribos espirituais, conforme a citação do livro de Apocalipse, temos a descrição dos verdadeiros servos que a todo o momento aguardam a vinda do seu Senhor: Adoradores de Deus, olhando o Filho; uma companhia de benditos, lutando contra o esquecimento, ouvindo e obedecendo, apegados a uma recompensa de um lar ou abrigo, uma adição; filhos da idade avançada.”

Esta é, assim, uma das formas de nos achegarmos espiritualmente à Escritura, pois a significação dos nomes é por demais importante, bastando para tal lembrar os atributos do nosso Senhor: Jesus (Salvador), Cristo (Ungido) e Emanuel (Deus connosco).

Quarto, este último é completamente espiritual, diríamos do Céu, onde o Senhor é tudo e em tudo e só Ele compreenderá o significado de cada palavra e aquele a quem Ele quiser revelar.

Desejando compreender o significado da Escritura, Cornélio abeirou-se do Senhor pedindo-lhe um conselho; vamos tomar também para nós as palavras que lhe foram dirigidas por Jesus: Amigo Cornélio, não existem regra e ensino no mundo exterior; a única chave que te pode auxiliar no entendimento do sentido das Escrituras é o teu próprio espírito, renascido por Mim e pela Minha doutrina.

Possamos nós estar de tal forma ligados a Deus através de uma vida de santidade e oração, que as Escrituras sejam para cada um, um livro aberto e não um livro selado, como infelizmente o são para tanta gente neste mundo.

Fraternalmente em Cristo,

Irmão Egídio Silva



[1] Hebreus 11:3 [2] Mateus 24:3



DÁDIVAS DO CÉU


A grandiosidade da Criação e do Amor de Deus



«Quando observardes a grandeza da Terra e do vosso Sol com os olhos espirituais, podereis ter uma ideia do quanto Eu tenho que Me preocupar, e o quanto Eu tenho que cuidar, por amor. Pois tanto o menor, quanto o maior, como consequência dependem da poderosa e divina Ordem, pois a conservação de todo o universo depende da conservação do menor dos átomos. Sim, Eu vos digo, se alguém fosse capaz de destruir uma única mónada, toda a criação logo seria destruída.

Porém isto só seria possível a Deus, se Ele não possuísse o amor. Mas na plenitude do amor, nem Eu posso ir contra a Minha ordem divina, afastado da qual Eu não poderia ter criado absolutamente nada, e nem em um milésimo de segundo poderia ter perdurado.

Eu vos digo, num globo de espectro solar central há biliões de sóis. Meditai um pouco sobre este campo enorme da morte. Sabeis ainda pouco sobre o campo enorme da morte. Sabei ainda mais: No Meu espaço, entre um globo e outro, biliões de globos teriam lugar. Considerai ainda mais: Um bilião de biliões de globos compõe um Universo de criação, e as Minhas criações continuam a acontecer, e todo o infinito de criações assim constituídas são nada mais do que uma gota de orvalho pousada na Minha mão, e destas gotas existem inumeráveis; aí tereis uma pequena ideia do quão grande Eu sou, quão grande é a Minha preocupação e quão grande é o Meu Amor, o qual mantém tudo isto como um pontinho minúsculo, o qual sopra vida em tudo e em todos de acordo com a sua necessidade para existir.

Vede, pois, que Eu sou um Pai bastante grande e que possui muito. E os Meus queridos filhos não deverão sentir falta de nada, nem do mínimo. Mas atenção: Isto, para aqueles que Me amam, pois a Minha casa tem muitas moradas.

Eu vos digo isto, o vosso grande e santo Pai.

Amém


(Texto revelado a Jakob Lorber em 9 de Setembro de 1840)


EXCERTOS D’O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO

A CRIAÇÃO DE ADÃO E EVA



«Digo Eu: A tua observação a respeito do Génesis não é de todo inadmissível dentro do raciocínio mundano; pelo critério do espírito, é algo bem diferente. Além de mais, os dois textos não são discordantes, pois o segundo comenta, embora espiritualmente, a maneira pela qual se efectuou o aparecimento da criatura.

Demonstrei-vos nesta mesma noite exemplificação natural dentro da vossa actual necessidade, e Matael, familiarizado com a ciência da interpretação, explicou-vos como devem ser interpretadas as Escrituras. Mais uma vez, amigo Cirénius, vejo-Me obrigado a observar quanto à tua fraca memória. Há pouco a reavivei, facilitando-te compreensão; quanto à tua dúvida a respeito do Génesis, acrescentarei o necessário, para teres uma ideia do facto real.

Todo o relato de Moisés se refere primeiramente à educação e formação espiritual das primeiras criaturas e, somente pela interpretação, se relaciona à emancipação do primeiro casal.

De mais a mais, foi Adão modelado e criado fisicamente, através das partes etéreas do mais puro barro, pela Minha vontade, dentro da ordem estabelecida. Quando tinha alcançado, pela experiência, a força pela qual se formou uma irradiação sumamente intensiva, caindo num sono profundo devido ao cansaço pelo trabalho e viagens, era chegado o momento de colocar-se na esfera exterior de Adão uma alma criada pelos reinos por vós conhecidos.

Esta alma prontamente começou a formar um corpo, dentro da Minha vontade e ordem, das partes mui delicadas da alma de Adão, ou seja, da projecção vital sumamente fértil, ainda hoje usada pelas almas despidas de corpo físico, quando pretendem apresentar-se no mundo material, concretizando tal corpo dentro de três dias.

Ao despertar, viu Adão, surpreso e alegre, a sua imagem ao seu lado, que lhe dedicava grande atenção porquanto se originava da sua própria natureza. Sentiu, então, uma sensação agradável ao lado do coração, se bem que, em outras ocasiões experimentava um vácuo dentro de si. Foi isso o início do amor físico, que lhe impossibilitou separar-se daquela figura tão graciosa. Um seguia o outro e ele sentiu o valor da mulher e do seu afecto, tanto que exclamou num momento: Nós, eu homem e tu mulher, surgida das minhas costelas (da zona do coração), dentro do plano divino, somos uma carne e um corpo. És a parte mais delicada da minha vida e assim sê-lo-ás futuramente, pois o homem deixará pai e mãe, seguindo a sua companheira.

Se consta ter Deus coberto com carne a parte onde lhe tirara a costela, nenhum de vós será tão tolo em acreditar; pois Deus não necessitava usar desse meio a fim de formar a mulher. As costelas são apenas um escudo externo, porém firme, dos órgãos internos e delicados.

Se David disse: “Deus é o nosso burgo sólido e escudo firme!” Seria Deus, por tal razão, uma fortaleza maciça, construída de tijolos, ou escudo grande e inquebrável?

O mesmo acontece com a costela que deu origem a Eva. É ela apenas um símbolo protector da vida interna e amorosa de Adão e foi por Moisés adoptado, primeiro, porque protege a vida; segundo, porque deve uma criatura boa, amorosa e fiel ser considerada protecção e escudo na vida do homem, portanto, também lhe é costela. Terceiro, é o que envolve a esfera exterior, uma protecção poderosa na vida íntima da alma, sem a qual o homem não poderia viver dez minutos.

Eva, portanto, surgiu da superabundância do fluido externo e delicado de Adão. Tal fluido evapora-se na região das costelas e do plexo solar e, por conseguinte, envolve toda a criatura a longa distância. Moisés, entendido na linguagem simbólica, podia, por isso, fazer surgir Eva de uma costela de Adão, e também afirmar ter Deus coberto a ferida de Adão com a carne da sua companheira. Foi precisamente ela, a encarnação nascida do fluido vital de Adão, com a qual Deus repôs a perda daquela irradiação, cobrindo a parte sensível com a carne dela, que, em síntese era matéria de Adão.»



OS QUATRO SENTIDOS DO GÉNESIS



(O Senhor): «Deste modo compreende-se o Génesis, dentro do raciocínio natural. Claro é existir ainda compreensão mais profunda e puramente espiritual, pela qual a história do Génesis se refere, principalmente, à criação do género humano, ao conhecimento de si próprio, de Deus e do amor para com Ele. Nessa esfera, Deus caminha em espírito com Adão, educa-o, dá-lhe mandamentos, castiga-o quando erra e o abençoa novamente, à medida que ele e as primeiras criaturas assim agem.

Isto, porém, Deus não faria material, senão espiritualmente, facto que ainda se vê em pessoas puras e mui simples. Por isso, pode-se interpretar os Livros de Moisés de quatro formas diversas.

Primeiro, apenas naturalmente, onde então se observa um surgimento necessário em determinadas épocas, dentro da ordem eternamente imutável de Deus. Deste modo, todos os sábios naturalistas poderão encher o seu cérebro, chegando apenas a conclusões supérfluas. Se bem que alcancem conhecimentos maiores, jamais chegarão a uma base sólida.

Segundo, num conjunto natural e espiritual. É a esfera verdadeira, a melhor para criaturas que almejam alcançar as graças divinas, porquanto ambas as interpretações são evidentes e compreensíveis, caminhando de mãos dadas.

Terceiro, apenas espiritualmente, onde não são tomadas em consideração as situações e alterações temporárias dos fenómenos da Natureza. Neste caso, trata-se apenas da educação espiritual das criaturas, magistralmente apresentada por Moisés, em quadros naturais. Esta interpretação deve ser entendida por todos os sábios de Deus, incumbidos da formação interna do homem.

Quarto, esta finalmente, puramente celestial, onde o Senhor é Tudo em tudo, como Causa de todo o Ser. Este sentido só vos será dado assimilar, pelo completo renascimento do vosso espírito Comigo, assim como Eu Me tornei uno com o Pai no Céu; apenas, com a diferença que todos vós sereis unidos a Mim numa personalidade isolada, enquanto Eu e Pai – o Amor – somos Unos eternamente numa só personalidade. Espero, amigo Cirénius, teres agora uma opinião mais compreensível de Moisés; ou seria possível julgares não ter ele sabido o que escrevia?

Responde Cirénius, contrito: Senhor, deixa que me cale, envergonhado; confesso a minha grande estultícia. De agora em diante, não falarei mais!

Aproxima-se Cornelius: Senhor, permite fazer uma observação, antes que surja o Sol.

Digo Eu: Manifesta o que te vai na alma.

Diz Cornelius: Senhor, não resta dúvida ser possível às criaturas descobrirem o primeiro, segundo e terceiro sentidos sobre as Escrituras, porquanto deve existir uma correspondência entre o espiritual e o material. Mas quem teria a chave apropriada, com excepção de Ti?

Sei que Moisés escreveu cinco Livros, mais ou menos no mesmo estilo e sentido. Quem os entenderá? Não seria possível dar-nos uma orientação geral para este fim? Como possuo uma cópia e sou entendido no idioma hebraico, também tinha vontade de entender a sua leitura.»



A CHAVE PARA O ENTENDIMENTO DAS ESCRITURAS


«Digo Eu: Amigo Cornelius, não existem regra e ensino no mundo exterior; a única chave que te pode auxiliar no entendimento do sentido das Escrituras é o teu próprio espírito, renascido por Mim e pela Minha doutrina. Enquanto não fores renascido, regra alguma te será de utilidade; uma vez que o sejas, dispensas regras, porquanto o teu espírito despertado com facilidade e rapidez, descobrirá o seu semelhante sem regra geral.

Se pretendes compreender melhor o sentido natural das Escrituras, necessário é que te familiarizes com o idioma dos Ilírios, que possui a maior semelhança original com o antigo idioma egípcio, quase idêntico ao hebraico primitivo. Sem conhecimento idiomático, jamais poderás fazer a leitura perfeita das Escrituras de Moisés, portanto, também não entenderás o sentido. Já não te sendo possível interpretar os quadros de sentido material, qual será o resultado do entendimento espiritual, muito embora provido de milhares de regras e orientações?

A actual língua dos judeus tornou-se quase estranha à antiga, usada por Abraão, Isaque e Jacob. Permanece, por isso, na Fé e no Amor para Comigo, que te será dado, automaticamente, a justa compreensão, e isto em tempo não mui distante. Além do mais, não terás prejuízo, se de vez em quando fizeres a leitura dos Livros Sagrados; isso conservará a tua alma numa actividade pesquisadora e pensadora. Estás satisfeito com tal orientação?

Responde Cornelius: Perfeitamente, uma esperança justa e sólida vale mais que a posse plena da mesma. Assim, alegro-me daquilo que possuo; aceita, pois, a minha gratidão.

Novamente dirige-se Stahar a Mim: Senhor e Mestre, nós compreendemos o que nos estás dizendo, mas aqueles que forem instruídos por nós, assimilá-lo-ão? Quanto não foi preciso ouvir e ver para alcançarmos tal conhecimento! Todavia, isto não se dará com outros!

Digo Eu: Amigo, acaso andaste de ouvidos tapados, quando transmiti a todos a ordem de silêncio sobre tudo que vos foi proporcionado esta noite? Nada deve ser revelado ao mundo! Quem for renascido em espírito receberá a revelação completa; quem permanecer na sua esfera mundana julgaria isto uma tolice, portanto tornar-se-ia para ele um grande aborrecimento. Por tal motivo é melhor que o mundo nada venha a saber, enquanto é necessário para o vosso fortalecimento, compreenderdes os segredos do Reino de Deus.

Já sabeis o que ensinar em Meu nome. Tudo o resto é uma bênção para vós que fostes mais ou menos escolhidos para doutrinadores do povo, a fim de que creiais, indubitavelmente, ser Eu o Senhor e Mestre, único, desde eternidades. Se vós tendes a fé justa e viva, também a despertareis nos vossos discípulos, porquanto ela foi por vós provada. Para chegardes a tal ponto, preciso é que reconheçais ter Eu vindo do Pai, a fim de vos demonstrar, encarnado, o Caminho da Vida!

Se compreenderes isto, Stahar, saberás o que te cabe divulgar em público. Ama a Deus, teu Pai Eterno, sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo; cumpre os mandamentos que Ele deu através de Moisés, e terás a Minha doutrina total, de utilidade para os povos. Tudo o resto que aqui ouviste é apenas para vós, como repeti por diversas vezes. Sabes, portanto, o que fazer para o futuro e podes voltar ao teu lugar.

Nisto, o Rei Ourã se levanta e diz: Senhor, Mestre e Deus! Sabes o motivo que me levou a encetar esta viagem. Achei o que procurava e me sinto imensamente feliz; penso, porém, que todos deveriam sentir esta felicidade. Acontece, não ser possível encontrá-la sem doutrina. Resta saber quem deve doutrinar e o que seja preciso para tal fim. Devem os doutrinadores ir de cidade em cidade, ou seria melhor erigir escolas com professores adequados e determinar leis que obriguem as criaturas a frequentar tais institutos? Dá-nos, Senhor, uma orientação a este respeito.»


(O Grande Evangelho de João – IV – 162-164)


UMA MENSAGEM DO SENHOR



Há um défice de Amor na Terra. Os que têm amor incondicional são poucos, e não são suficientes. Há uma escassez dolorosa que vos desequilibra.

Usam a palavra amor com a mesma banalidade com que pronunciam o Meu nome. Aplicam-na para tudo e para nada, sem que tenha a ver com o verdadeiro sentimento.

Confundem satisfação e contentamento com o amor puríssimo que tudo une e é supremo. Ele terá de habitar no coração dos eleitos que queiram um dia estar Comigo. Continuais a viver na caridade do primeiro céu. Tendes dificuldade em vos desligar do terreno e sublimar o amor, ascendendo à visão espiritual. Tenho-vos dito muitas vezes para lavardes os vossos olhos. Mas eles ainda não estão bem lavados, senão, já enxergarias e entenderias aquilo de que vos falo.

O amor que é exíguo no mundo, é empático, de tal forma que não tendes necessidade de espe