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OUTRAS RELIGIÕES


Amor para com adeptos de outras religiões.

(GEJ - X – 146)


“Digo Eu: Quando há cerca de trinta e três anos, nasci em Belém em um estábulo, de uma virgem pura e devota chamada Maria, filha unida de Joaquim e Ana, que sempre trabalhou no Templo durante a existência do velho Simeão, foram justamente os pagãos que de longe reconheceram haver vindo ao mundo algo excepcional em Minha Pessoa. Ofertaram-Me ouro, incenso e mirra, e todos os potentados de Roma na Judeia, Ásia e África Me devotaram todo o amor, protegendo-Me contra Herodes que mandara matar todos os meninos até dois anos, sabendo ter chegado por Mim um Rei dos judeus. Assim, Minha mãe carnal e Meu pai de criação com os cinco filhos do primeiro matrimónio, tiveram que fugir Comigo para o Egipto e nessa fuga muito Me ajudaram o comandante Cornélius e seu irmão Cirenius, cuidando de boa acolhida em país estrangeiro. Isto foi feito por parte dos pagãos tão odiados pelos judeus, enquanto estes, isto é, os poderosos, queriam matar-Me de medo de perderem seu trono arrendado de Roma, quando Eu atingisse a maioridade. (…) Durante os dois anos e meio da Minha doutrinação, encontrei mais fé e amor entre eles do que com os judeus que Me classificaram de falso profeta, traidor, revolucionário e feiticeiro que trabalha em conivência com Satanás, e procuram matar quem Me der crédito. Por isto afirmo que a Luz da Verdade Eterna será tirada dos judeus e entregue aos pagãos. Os outros (judeus) serão dispersos por todo o mundo sem jamais possuírem país próprio, mas terão que suportar todo o vexame e perseguição por parte dos regentes pagãos, como testemunho da sua incredulidade e completo desamor. Sempre hão-de esperar pelo Messias Prometido, mas em vão. Eu, o Sou, e ninguém mais por toda a Eternidade. Eis o motivo pelo qual deves também modificar a tua antiga opinião a respeito dos pagãos, que deste modo se tornarão teus amigos, facilmente ingressando em tua fé real … Homens prudentes e perspicazes em coisas terrenas, em breve o serão em assuntos do espírito. (…) Libertar os pagãos dos seus antigos erros e dar-lhes a antiga Luz da Verdade, com carinho, é por Mim considerado de grande valia. Se um pobre pagão bater à tua porta pedindo um auxílio e tu não o atenderes por não ser judeu (ou cristão), nada terás feito para a Vida Eterna. Dando-lhe o que necessita, fizeste obra de caridade que te recompensarei cem vezes em vida, e no Além, infinitamente mais. (…) Quem praticar este amor, não tem pecados perante Mim, dispensando as orações judaicas (orações de lábios, sem acção directa), compridas e fúteis, e nem precisa praticar jejuns e penitências. Compreendeste?

(GEJ - X – 146:1-8)