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Outubro 2021


92-Ano XXVIII-AVB-OUTUBRO de 2021
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Ano XXVIII - Nº 92


Neste Boletim:






NOITE ESPIRITUAL

Ouvimos à saciedade informações proféticas oriundas de todas as linhas de pensamento, sejam elas de origem cristã ou não.

A situação actual, comparada com o passado, mostra uma certa ebulição da humanidade, como se fosse água em aquecimento rápido. Primeiro surge o borbulhar da água pelo aquecimento e depois atinge o máximo, quando ferve; ou se retira o recipiente do fogo, ou toda a água existente desaparece por evaporação. A humanidade encontra-se nesse estado e todos procuram um escape, lutando para reverter o que está errado e em muitos casos já em estado caótico.

O homem parece que perdeu a luta por melhores dias. Mas o Senhor, Deus e Criador, irá deitar mão e restaurar todas as coisas, pois foi neste planeta que Jesus, Seu Filho e com Ele Uno, encarnou e viveu entre os homens para nos trazer uma eterna redenção.

Mas para que o restauro aconteça, muita coisa ainda irá suceder; o nosso bondoso Pai, usando uma linguagem profética, mostra o que se passará ainda nesta Terra que amamos e está tão doente:

A Terra, vosso planeta, precisa de sacudir o pó e os lixos que o homem tem feito contra ela. As pedras falarão do mais profundo da terra; e as águas subirão, descerão e queimarão tudo por onde passarem; as nuvens carregadas de electricidade destruirão e devastarão as sementes (…) Começa um tempo de admiração.


Precisamente este tempo que nos causa admiração (e não precisamos de enumerar as circunstâncias que nos rodeiam) devia, ao invés de nos amedrontar, elevar-nos a esferas espirituais animadoras; pois o conhecimento do futuro promissor para este planeta, deve animar-nos a procurar um tipo de vida mais saudável, a desprezar tantas coisas terrenas a que damos valor em demasia e a buscar, como um dia nos disse o Senhor: Acumulai o saber antigo e experimentai esse saber.


Nos centros urbanos, onde a maioria da população vive, temos tudo à mão de semear. Mas quantos de nós saberão fazer pão, se não o houver no supermercado; ou quantos de nós saberão cozinhar, se o gás ou a electricidade falharem?

Creio que até por simples curiosidade deveríamos começar a fazer experiências, pois este “saber antigo”, deveria motivar-nos a analisar qual seria o nosso comportamento perante situações de dificuldade ou carestia.

Não precisamos de grande imaginação para observar o comportamento do nosso semelhante em tais situações; basta olhar através das “janelas” de comunicação e ver o que acontece em tantos países que outrora tinham tudo e hoje estão limitados ao essencial da subsistência.

Mas o nosso bondoso Pai nunca deixará os Seus filhos serem surpreendidos por factos que os venham a prejudicar e que são alheios à sua vontade. Ele sempre os alertará através das revelações do Alto que são avisos dirigidos a ouvidos e corações receptivos: Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas. [1]

Infelizmente a sensibilidade do povo de Deus está se perdendo. O modo de vida de hoje, tão ligado ao materialismo e à satisfação de vaidades desnecessárias, embruteceu o espírito e endureceu a alma, tornando o corpo insensível. Claro que este estado não é inédito do nosso tempo; sempre isso aconteceu e a Escritura está recheada de ensino e alertas vários, mostrando esse estado espiritual de endurecimento. A maioria das pessoas, embora religiosa, limita-se a uma espiritualidade superficial e naturalmente esse estado não se traduz na busca de uma vida de santidade. É dito por Deus: Porque o Senhor derramou sobre vós, um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, os profetas; e vendou as vossas cabeças, os videntes. Pelo que toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele dirá: Não posso, porque está selado. Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele dirá: Não sei ler. Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que aprendeu de cor. [2]

Mas louvemos o nosso Deus, pois Ele é Amor e está derramando sobre a humanidade em profusão o Seu Espírito Santo, levando a que milhares de homens, mulheres e crianças sejam usados através dos dons espirituais, para alertar a todos; para que haja uma verdadeira “revolução” espiritual de poder, como nos foi prometido há séculos atrás e culminará nos dias actuais: E há-de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.[3]

Para não alongarmos a nossa reflexão, saibamos que a ‘Noite Espiritual’ dará lugar ao dia mais radioso que a Terra viu - um Novo Tempo, tão maravilhoso que podemos dizer, sem errar, que o paraíso onde Adão e Eva viveram e infelizmente dele foram afastados pelo pecado, será restaurado em plenitude. Esta garantia nos é dada por Aquele que tudo criou e tudo sabe: E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. (…) E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.[4]

Desejaríamos que esta realidade fosse vivida hoje, mas algo ainda tem de ser feito: A Terra ainda precisa de sacudir o pó e o lixo que o homem tem feito.

Fraternalmente em Cristo.

Irmão Egídio Silva


[1]Amós 3:7 [2]Isaías 29:10-13 [3] Joel 2:28 [4] Apocalipse 21:1,4

DÁDIVAS DO CÉU




RAZÃO E ÍNDOLE DA VISÃO


«A visão interna (ou visão espiritual) não é um sinal de que a alma é bem evoluída no espírito, mas a visão origina-se numa alma só um pouco mais evoluída ou num degrau um pouco mais elevado. E é uma propriedade do homem que, pela necessidade, vive em grande miséria e completamente afastado do mundo.

Que estas visões não têm nada a ver com a evolução da alma no espírito, é de lembrar-se que até os animais têm visões. Estes em absoluto nada têm de espiritual, mas a sua alma está ali presente para uma evolução futura.

Estais a questionar-vos o que existe de verdadeiro no que se apresenta nas visões? Não vai ser nada difícil explicar este enigma. Quando vós estiverdes mergulhados no mais rigoroso inverno e só virdes neve em todas as direcções, será que não sentireis uma enorme saudade da primavera e do verão? Especialmente se o frio reinasse absoluto mesmo dentro das vossas casas? E a fantasia da vossa alma não começará imediatamente a trabalhar, para vos apresentar a primavera e o verão?

Vede, este pressentimento plásmico é o primeiro degrau para uma visão e tem a sua origem no leve sentimento etéreo que a alma oprimida e aflita considera, ou então espera que seja bom. Se alguém então se aprofunda mais e mais, ele deseja ver passar na sua mente os quadros da primavera e do verão pelos quais tanto anseia, nem que seja durante a noite.

Mas se uma alma for mais oprimida ainda pelas circunstâncias desagradáveis, acontece com ela o mesmo que acontece ao ar quando é extremamente comprimido: Ela se incendeia e sai da esfera corpórea. Pois em cada ambiente visível existem as mesmas reacções e os mesmos movimentos que existem no enorme espaço luminoso. Com a diferença de que os movimentos da luz só podem seguir uma linha recta, como lhes impõe a natureza, mas os anúncios da alma assemelham-se mais às vibrações do som e conseguem movimentar-se numa velocidade etérea em todas as direcções e com todas as curvas imagináveis.

Imaginai, pois, um facto, não importa qual. Sempre há três condições para ele se originar: Uma material, uma anímica e uma espiritual. Em relação à primeira origem, o facto só pode aparecer perante os olhos materiais e numa distância viável para a visão material. Com relação à condição anímica, conseguireis entender facilmente que o facto deve acontecer antes dentro da alma, e antes que ele se manifeste no mundo material. Mas se a alma estiver sem a prisão do corpo, pode apresentar este facto muito antes que ele chegue à objetividade material, devido à velocidade em que a alma se locomove. A alma também pode ver um facto já ultrapassado, da mesma maneira que vós ouvis um eco.

Vou ainda dar-vos três exemplos pequenos da visão anímica.

Uma pessoa que tem o dom da visão vê um cadáver desconhecido passar por ela, mas na verdade a pessoa ainda está com saúde e só morrerá daí a alguns meses. Isto acontece da seguinte maneira: A alma do corpo que vai falecer tem a intuição da sua próxima libertação da carne, especialmente no momento em que ela, ao sair por instantes da sua prisão corpórea, vê claramente o desmoronamento da sua casa. Nesta ocasião ela começa a organizar todas as cerimónias que a passagem exige. Uma outra alma sensível que também se encontra numa situação idêntica àquela que planeia todo o cerimonial (vinculada ao corpo material) vê tudo, pois comunica-se com a primeira. Vede, pois, é desta maneira que são previstos acontecimentos pela alma. E o mesmo acontece aos olhos naturais, ao ver algo que acabou de acontecer.

Um exemplo mais: Uma alma enxerga acontecer algo num local distante. Isto também acontece da mesma maneira. Pois sempre que algo acontece na presença de uma pessoa, seja ela espectadora ou participante, feliz ou infeliz, então não há nada mais simples do que este facto ser absorvido por esta alma e logo, com a sensibilidade da esfera anímica, se projecta a grandes distâncias. E se lá se encontra alguém numa esfera anímica elevada, então ela capta o facto como se fosse uma visão totalmente material (como acontece com as ondas do rádio e televisão).

Como um terceiro exemplo, veremos o seguinte: Quando ainda não aconteceu um facto onde várias pessoas se acidentam. Este tipo de visão é bem mais rara, mas como as outras, realmente acontece. Quando uma alma, por circunstâncias excepcionais, é elevada a uma posição determinada, então o espírito que a habita é desperto, claro que só por alguns momentos. Neste espírito desta pessoa se encontram todos os "factos", tanto os passados como os futuros prováveis. Então a visão pode acontecer; quero dizer, o visionário o vê antes, originário do seu espírito. Esta visão, que até então não foi detectada, passa naturalmente para a sua alma, e quando isto acontece ela se projecta pelas leis por vós já conhecidas. E se alguma pessoa estiver num estado de alma elevada, então ela vê este facto com todos os detalhes que o envolvem, numa forma considerada profética. Esta é a explicação da visão dos factos que acontecerão no futuro.

Vede, agora tudo a respeito das visões está esclarecido e podeis ver que nisto não existe nada de espiritualidade evoluída. A visão do espírito é totalmente diferente da visão da alma. Da mesma maneira que a visão corpórea se comporta em relação à anímica, esta se comporta em relação à espiritual.

E como a visão dos olhos materiais pode ser optimizada por meios físicos (todo o tipo de instrumentos ópticos), a visão anímica também pode ser aperfeiçoada por métodos que naturalmente são inerentes à alma: uma fé poderosa, forte e inabalável, uma vontade firme e o consequente despertar do espírito (só uma minúscula janelinha).

Da mesma maneira, a visão espiritual pode ser elevada ao infinito pelo grande visionário, como este que agora vos fala e lembra estes ensinamentos (o profeta Jakob Lorber). Amém.»



(Texto revelado a Jakob Lorber em 21 de Março de 1841)



EXCERTOS D’O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO



A ESTRELA NOVA COM A NOVA JERUSALÉM.

CONDIÇÕES PARA A VIDA ETERNA.


«Indaga Lázaro: Senhor, eis uma estrela nova, jamais vista! Qual a sua origem?

Respondo: Silêncio, que todos vós ireis conhecê-la.

Em seguida abro, por alguns momentos, a visão de todos e a estrela se apresenta qual mundo cheio de luz; no seu centro está a Nova Jerusalém munida de doze torres, e as muralhas no quadrado se compõem de número de pedras preciosas idênticas aos portais da cidade. Por todos eles entravam e saíam anjos, bem como se viam Moisés, Elias e os demais profetas. Admirados sobremaneira, os judeus começam a louvar-Me por lhes ter concedido a graça desta visão. Faço-os voltarem ao estado normal e eles apenas vêem a estrela luminosa que, pouco a pouco diminuindo, perde-se no Espaço. Nem bem termina esta cena, e quase todos Me indagam o que teria sido aquilo.

Digo Eu: Vistes a Minha Nova Doutrina, trazida dos Céus! É ela a Verdadeira e Nova Jerusalém Celeste, porquanto a antiga de nada mais vale. As doze torres representam as doze tribos de Israel; as doze qualidades de pedras preciosas das muralhas apontam as dez Leis de Moisés, sendo que as primeiras fileiras em diamante e rubi, as duas Leis de Amor: o Amor a Deus e o amor ao próximo. Os anjos a passarem pelas torres significam as inúmeras verdades que serão reveladas aos homens, pelo fiel cumprimento da Minha Doutrina. Os que saem da cidade traduzem a grande Sabedoria da Boa Nova, e os que entram demonstram a maneira pela qual devem as criaturas deixar-se penetrar pelo Meu Verbo de puro Amor em seus corações, e agir de acordo, para deste modo alcançarem o verdadeiro renascimento em espírito, conduzindo-as a toda sabedoria e verdade.

Eis a significação da visão obtida, de certo modo um verdadeiro Sol de Graças para todos os que ouvirem o Meu Verbo; será ele a morada de todos os que crêem em Mim, ajudando ao Meu lado a cuidarem e guiarem tudo o que foi criado no Espaço eterno.

Por ora não o podeis compreender; se permanecerdes na fé em Mim e vivendo dentro dos Meus Ensinamentos, sereis baptizados pelo Espírito Santo à medida de vossa maturação na fé e no amor. Enviá-Lo-ei a todos os que acreditarem em Mim e Naquele que Me enviou a este mundo, como Filho do homem. Pois a Vida Eterna e Real consiste na vossa aceitação do Filho Verdadeiro do Pai Celeste, praticando a Sua doutrina.

Quando vier o Espírito Santo de que vos falei há pouco, penetrando-vos inteiramente, sereis capazes de compreender tudo o que ora assistis, sem assimilá-lo dentro de vossa capacidade natural. A carne não pode conceber o espírito, pois não possui vida a não ser em uma manifestação passageira, surgida da força vital da alma, afim com o espírito; pode-se tornar semelhante a ele pela união, tão logo se afaste inteiramente do mundo, dirigindo os seus sentidos apenas à introspecção espiritual, dentro da ordem e do exemplo demonstrados na Minha doutrina, e pela Minha própria vida. Por isso deve cada um de vós tratar de salvar a sua alma pelo próprio esforço; pois, se no Além cair em julgamento, acaso poderia salvar-se sem recursos, quando em vida, com tantos meios ao seu dispor não se salvou, não reflectindo no que lhe cabe fazer com o seu próprio tesouro, que, uma vez perdido, jamais poderá ser conquistado?

Repito: Cada um deve antes de mais nada salvar a sua alma. Pois no Além a situação será a seguinte: Quem possuir amor, verdade e a justa ordem de Deus em si, receberá imediato acréscimo; quem isto tudo não possuir ou sendo pouca a sua posse, tirar-se-á o dom escasso para que fique isento, desnudo, sem meios e recursos. Quem dele teria pena e procuraria ajudá-lo? Em verdade vos digo: Uma hora aqui vale mais que lá mil anos! Gravai estas palavras no vosso coração; mas por enquanto deve cada um guardá-las para si!»



A APARIÇÃO DE JERUSALÉM, ANTIGA E NOVA


«Ao pronunciar estas palavras, todos vêem o Céu tingido de púrpura e, em solo incandescente, a cidade de Jerusalém, sitiada por soldados romanos, e dos portais flui sangue. Logo em seguida, ela está em chamas e grossas colunas de fumo envolvem o horizonte. De súbito, não se vê mais esta cidade, e sim um montão de escombros. Estes escombros também desaparecem, e no final vislumbra-se um deserto, onde hordas selvagens procuram edificar. Em seguida, desaparece a aparição e de Jerusalém ouvem-se gritos de pavor. Então, Nicodemos opina ter irrompido uma revolta.

Eu o acalmo dizendo: Ainda não; mas daqui a quarenta e cinco anos dar-se-á tal facto no país e aquela cidade será arrasada por não querer aceitar a Graça do Alto. Esperemos o final, depois voltaremos a casa.

Novamente todos observam o firmamento, onde a coluna luminosa vem descendo à terra, porém do lado oposto, quer dizer, no Oeste e com claridade ainda mais intensa. Divide-se em inúmeras partes, as quais formam uma cidade enorme, cujas muralhas consistem em doze espécies de pedras preciosas, emanando brilho multicor por todos os lados. Tem ela igualmente doze portais, por onde afluem inúmeras criaturas de todos os pontos do orbe.

Acima da cidade, no ar, vê-se a seguinte inscrição em hebraico antigo, como se fora feita de rubis e esmeraldas: Eis a Nova Cidade de Deus, a Nova Jerusalém que descerá um dia, dos Céus, para os homens de corações puros e de boa vontade; lá habitarão com o Senhor para sempre e louvarão o Seu nome.Tanto a aparição quanto a inscrição celeste são vistas somente por aqueles que se acham Comigo no Monte.

Após terem expressado o seu júbilo e querendo adorar-Me, a aparição desaparece e Eu aconselho todos a adorarem a Deus no silêncio dos seus corações, e não em palavras retumbantes quais fariseus, pois não tinham valor para Ele. Eles então silenciam e se entregam a meditações.

Depois de algum tempo prossigo: Chegou a meia-noite; vamos entrar para tomar algum pão e vinho. Em seguida darei a explicação de tudo.

Após isto feito, Nicodemos analisa os diversos hóspedes no refeitório e percebe os sete templários em companhia dos traficantes de escravos e diz, algo constrangido: Senhor, vejo sacerdotes do Templo àquela mesa e temo a sua denúncia. Como chegaram aqui?

Digo Eu: Quem está Comigo, não tem mais ligação com o Templo. Se bem que foram enviados por ele, a fim de Me observarem, disfarçados – reconheceram a Verdade e abandonaram o sinédrio. Dentro de alguns dias partirão para Roma, em companhia de outros e lá serão tratados; por isso não há motivo para receios.

Diz Nicodemos: Senhor e Mestre, prometeste esclarecer-nos o fenómeno e tomo a liberdade de lembrar-Te.

Digo Eu: Assim farei, mas que ninguém prossiga com indagações quando tiver terminado, e cada um procure meditar em benefício da sua alma



O SENHOR EXPLICA O FENÓMENO LUMINOSO


«(O Senhor): As doze colunas de fogo a Leste representam realmente as doze tribos de Israel, e o tronco do centro foi Judá, os laterais, Benjamin e Levi. Através dos vários acontecimentos, os doze se juntaram ao de Judá, e este é representado por Mim, pois vim para unificá-los em Mim como único tronco verdadeiro de Judá, para torná-los unos, assim como Eu e o Pai no Céu somos Um Só, desde eternidades.

As sete colunas são os sete Espíritos de Deus que, ao se reduzirem a três, representam em Benjamin, o Filho, em Levi, o Espírito, e em Judá, o Pai. E vede: Pai, Filho e Espírito Santo se tornaram Um, sempre o foram e sempre serão Um Só. Este Um Sou Eu Mesmo, e quem ouvir o Meu Verbo e o aplicar, estará Comigo e dentro de Mim. Subirá ao Céu, como Eu, e terá a Vida Eterna em Mim. Eis em resumo a significação verdadeira da primeira aparição.

Quanto à segunda, demonstrou o excesso dos pecados horrendos deste povo, que muito embora na claridade do Dia surgido entre ele, prefere caminhar em trevas – e assim fará. Por isto, colherá os frutos das suas acções na época por Mim mencionada, quer dizer, daqui a quarenta ou cinquenta anos; então terá chegado o fim deste povo para todo o sempre.

Digo-vos: Céu e Terra desaparecerão e se tornarão ocos e rotos quais vestes velhas. As Minhas Palavras, porém, cumprir-se-ão para sempre.

Eu Sou o Senhor. Quem se atreverá a discutir Comigo e enfrentar-Me com lanças e espadas? Até isto farão, e o Meu Corpo perecerá na Cruz. Precisamente tal crime completará a sua medida e selará o seu extermínio. A ignorância pretende dominar e matar Deus. Isto será feito dentro em breve, e tal acto criminoso será permitido para positivar um final para todo o sempre. Mas aquilo que para o povo será motivo de aniquilamento, reverterá para a salvação e conquista plena da Vida Eterna.