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Abril 2021

Atualizado: Abr 7


86-Ano XXVII-AVB-ABRIL de 2021
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Ano XXVII - Nº 86


Neste Boletim:





A ORAÇÃO E A BUSCA ESPIRITUAL


No ano de 2010, o Senhor chamou dois servos a quem começou a transmitir várias revelações, compiladas numa obra a que Ele mesmo deu o nome ‘O Novo Templo’. No decorrer das revelações transmitidas foi dito ao servo profeta: Este Novo Templo é o Novo Mundo. Diríamos nós que tudo o que foi revelado tinha como propósito preparar-nos atempadamente para os dias vindouros que, para aqueles que estiverem vivos ao tempo, chegarão a entrar na Nova Terra prometida pelo Senhor.

Nessas revelações somos alertados para procurarmos (com tempo) uma forma de buscar o Senhor mais condizente com o Seu desejo; desejo aliás manifesto por Jesus, quando diz como nos devemos juntar com Ele exercitando a autoridade espiritual que Ele nos outorga: Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou no meio deles. [1]

Na situação sanitária actual, que já se arrasta há mais de um ano, muitos crentes por todo o mundo, cristãos ou não, são aconselhados a não se reunirem colectivamente em seus templos e locais destinados a reuniões, o que a alguns tem servido para os obrigar a reflectir sobre como estabelecer ligação com Deus.

Para nós, cristãos, temos orientação do próprio Mestre e Senhor, pois é Seu desejo que ao invés de cerimónias litúrgicas e outras formas de exteriorizarmos a nossa fé, possamos experimentar aquilo que Jesus disse no Seu evangelho: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora e teu Pai que está em oculto; e teu Pai que vê secretamente te recompensará.[2] Entendemos que este aposento não é físico, mas espiritual, pois está a falar do nosso íntimo – o nosso coração. Em muitas ocasiões, o nosso Pai nos tem aconselhado esse tipo de intimidade com Ele, pois os dias que vivemos são muito exigentes em termos de comunhão e santidade. Cremos que a Terra está sendo purificada e tal como aconteceu na libertação do povo de Israel do Egipto, o nosso Deus vai fazer separação entre aqueles que estão vivendo uma vida de materialismo e aqueles que são povo do Senhor; diríamos aqueles que são do Egipto (ou mundo) e aqueles que são Israelitas (ou povo de Deus), pois a verdadeira Igreja de Cristo é considerada o “Israel de Deus”.

Já no ano de 2012, o nosso Pai nos alertava para acontecimentos vindouros, nada agradáveis. Vamos citar alguns pontos esclarecedores:


Será vinda do interior da terra a força que limpará o planeta, e pelo fogo e pela água tudo se purifica. Não haverá alma que me escape e nesse dia o Meu povo verá a Minha força e os que de Mim se desviaram irão clamar misericórdia; e ela virá com eternidades de purificação. Tudo se assemelha a um espelho, aquilo que Eu sou está lá e as almas vão olhar e ver, tudo será reflectido no seu interior. O pensamento comanda, ele é dono da vontade, do comportamento, das emoções, ele é o sopro do Meu Espírito revelado em vós. É com ele que traçais o caminho, é nele que se tem de operar para chegardes a Mim. Em primeiro lugar, tendes de tomar consciência da sua existência e do poder da vossa vontade, porque é por aqui que tudo conseguis, este é o caminho. Depois, tendes de moldá-lo, de trabalhá-lo e para isso tendes a Minha Palavra, a Verdade. No Meu livro, Eu vos ensino o que deve guiar o vosso comportamento, o que deveis sentir e isso só por acção do pensamento. A meditação, a contemplação, a oração são ferramentas de trabalho da alma para moldar o pensamento(…) Assim tendes de caminhar e assim tendes de ensinar outros a caminhar...

Nesta mensagem somos alertados para a busca interior a que já nos referimos, meditação, contemplação e oração, como “ferramentas” para não só passarmos em meio às dificuldades protegidos pelo Senhor, como também ajudar outros a voltarem-se para Ele da mesma forma.

Voltando à obra a que fizemos referência no início, em seu capítulo XVII, foi-nos revelado aquilo que haveria de acontecer dez anos mais tarde, com esta pandemia e o seu vírus, cuja figura é sobejamente conhecida. O profeta viu essa figura, comparando-a a algo que desconhecia – um botão com espinhos. Vamos citar o texto em que ele vê o que viria a acontecer, mas infelizmente, não prestámos a atenção devida ao aviso.


E vi eu uma grande praga que estava para vir à Terra, mas não entendi o que era; pois vi muitos milhares de coisas parecidas com botões que tinham espinhos. Esta praga é tão grande que nem o Sol faz derreter esta grande praga; e a praga falou: Não há fogo que possa apagar este fogo


Na continuação desta revelação, o Senhor liga esta praga com as igrejas, pois elas iam sofrer com a mesma, o que realmente está acontecendo. Mas também nos é mostrado que nesta experiência a fé será revigorada e a igreja fiel olhará para os céus, sabendo que a Terra será purificada pela Água da Vida, que tal como o Arco-íris, será multicolor, como foi dito ao profeta:


Naquele dia será visto um tecto de nuvens brancas, e acima das nuvens está um novo rio (uma nova igreja – A Nova Jerusalém) de águas cristalinas; e choverão nesse dia águas multicolores e cristalinas que regarão toda a Nova Terra.


Cremos que brevemente, tudo acalmará e estas águas descerão dos céus, levando milhões a voltarem os seus olhos para o Criador do Universo, dando-Lhe a honra que Ele merece.

Fraternalmente em Cristo.

Irmão Egídio Silva


[1] Mateus 18:19-20 [2] Mateus 6:6.

A obra ‘O Novo Templo” pode ser consultada no nosso sítio na Internet – www.refugiobetania.org






DÁDIVAS DO CÉU


O PAI NOS CONCÍLIOS, NAS IGREJAS E JUNTO ÀS CRIANÇAS



«Toda a vez que dois, três ou mais estiverem reunidos em Meu nome, lá Eu estarei, mas jamais estarei nos concílios. Pois nos concílios reuniam-se com intenções idênticas às dos seus conselhos, dizendo actuar debaixo da Minha inspiração. Discutiam sobre as hierarquias, a sua própria divindade e infalibilidade, e calculavam o grande prejuízo económico que o Templo estava sofrendo, mas nem uma só vez pensavam em Mim. Eu Me sentia com a mesma atenção que uma ameba recebe em relação a todo o Universo. O Meu nome era dito como se Eu fosse um personagem histórico. Alguns trechos da Minha palavra eram acompanhados de uma fé pagã cega e um amor morto, uma adoração sistemática de ídolos e um culto cerimonial originado neles; era isto unicamente o que Me permitiram ser nestes concílios e nas suas reuniões.

Eu Me sinto como aquele governante que é usado pelos seus funcionários como uma cobertura para todas as suas maldades e engodos, daqueles que são colocados e mantidos no trono para dar um cunho de legalidade a todos os decretos e leis deles.

Vede, o mesmo acontece na maioria das Minhas igrejas. Em todos os lugares tentam ocultar-Me aos olhos dos Meus filhos; entopem os seus ouvidos com sons vazios, para que não consigam ouvir a Minha verdadeira voz paternal; cristos de madeira são colocados na frente dos seus olhos, para que não vejam o Cristo Vivo, e com os sinos tornam os seus ouvidos surdos para que não ouçam a Minha voz e não deixam que a Minha palavra viva se manifeste nos seus corações.

Vede, é por isso que Eu aqui Me encontro, para aconselhar-vos contra as palavras dos fariseus egoístas, para que sempre consigais olhar a face do vosso Santo Pai e ouvir a Sua voz viva que diz: “Tornai-vos pequeninos como as criancinhas, para que o Meu Reino seja o vosso. Nisto se encontra a verdadeira sabedoria, enquanto que no amor, a mais verdadeira felicidade.”

Para ti, Meu querido “falador” quero dar um pouco de consolo, tanto quanto para a tua mulher. Já inscrevi os vossos filhos no Meu livro. Diz-lhes que Eu os adoptei como Meus filhos e que desejo ser o seu Pai carinhoso.

Então vou presenteá-los com um desejo Meu: Que eles aprisionem as suas vontades a tudo o que Eu já revelei ao Meu servo e a tudo que ainda revelarei; que eles alegremente obedeçam a seus pais já conhecedores da Minha doutrina. Então eles começarão a perceber o que significa ter-Me a Mim como Pai, este que tem tantos tesouros para dar aos filhos que O amam.

Vós, Meus queridos, ainda tão poucos amigos, sede alegres em vossos corações. Pois Eu estou convosco e Me alegro na vossa companhia e fico feliz com o vosso amor. Esta alegria vos será uma estrela brilhante, quando abandonardes este mundo. Ela vos acompanhará fielmente na longa viagem no Meu enorme Céu e vos levará lá, como já o faz aqui, para a Minha Cidade. Amém.

Bem, agora sede alegres. E aquele que desejar falar Comigo, que fale. Eu soltarei a língua e abrirei a boca deste Meu servo. Mas que fique bem longe de vós toda a curiosidade que se manifeste. Amém. Eu, vosso amado Pai, em Jesus, Meu Filho. Amém.»



(Texto revelado a Jakob Lorber em 29 de Junho de 1840)

EXCERTOS D’O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO



A DISTRIBUIÇÃO DE ESMOLAS

E A CELEBRAÇÃO EM MEMÓRIA DE ALGUÉM


«Ao chegarem, são abordados por Iara, que lhes diz: Mas, que demora. Tu, Rafael, já pareces ter adoptado a nossa contagem do tempo. Vinde depressa, pois o almoço já está servido. – Ambos entram e Me saúdam.

O comandante faz menção de Me agradecer pela Minha ajuda. Eu, porém, lhe digo: Amigo, satisfaço-Me com o teu coração. Vamos fortalecer o nosso corpo, a fim de cuidarmos em seguida das coisas espirituais.

Todos agradecem e se sentam à mesa, mas o romano não consegue desviar o olhar do anjo que come e bebe com grande apetite. Por fim não se contém, dizendo com humor: Ignorava que os anjos tivessem tanta disposição para comer. O nosso amigo Rafael até come por três!

Diz Ebal: É verdade. Mas há outro facto mais extraordinário – o seu prato não fica vazio. Aqui aplica-se o provérbio: Aquilo que o Céu tira, devolve-o no mesmo instante. Esta mesa será considerada para sempre como relíquia e anualmente haverá um festejo, no qual os pobres desta zona serão alimentados.

Digo Eu: Deixa a mesa ser mesa e continua tu como eras. Se um pobre te procurar em qualquer dia, ajuda-o sempre, pois uma festa anual não trará benefício a ambos, mormente quando em Meu regozijo. Quem desejar lembrar-se de Mim, que o faça durante todas as horas do dia, porquanto uma comemoração anual não Me satisfará.

Assemelhar-te-ias aos templários em Jerusalém, que o fazem três vezes ao ano, distribuindo pão aos pobres como se ficassem alimentados até à próxima celebração. As oferendas recebidas nesses dias dariam para os templários viverem durante cem anos. O pobre, porém, que se satisfaça com três côdeas anuais. Por isso deixa esta mesa conforme é; tu dar-Me-ás uma festa agradável se ajudares, se possível, diariamente, a um pobre que te procure.

Se por acaso fores procurado dia a dia pelo mesmo mendigo, não lhe perguntes se não existem outras pessoas que o socorram; pois isto o amedrontaria de tal forma que por muito tempo deixaria de bater à tua porta, – e a tua boa obra perderia todo o valor diante de Mim.

Tão pouco é do Meu agrado que distribuas algo entre os preguiçosos, capazes de trabalhar; fá-los trabalhar, a fim de que possam receber comida. Não aceitando serviço, embora sejam fortes, também não devem comer. Agindo deste modo, terás sempre comemorado um dia honroso para Mim. Com tal festividade anual, porém, não Me aborreças.

Em que sentido a época de um ano seria melhor que a de um dia qualquer? Quem, por exemplo, honra o aniversário do pai uma vez por ano, deveria, ao menos, honrar diariamente a hora do seu nascimento.

Tais comemorações mundanas nada representam para Mim, a não ser que sejam consideradas cada dia, sim, cada hora no íntimo da criatura. Assim também são fúteis a lua nova, os jubileus, a festa da libertação de Jerusalém do poderio babilónico, a da reconstrução da Cidade e do Templo, a festa de Moisés, Aarão, Samuel, David e Salomão – pois têm tanto valor como a chuva caída no mar há mil anos.

No início tais comemorações são consideradas num sentido religioso, em memória de alguém ou de um facto que assistiram. Na segunda, terceira e quarta geração tornam-se numa cerimónia vã, da qual milhares nem sabem o motivo; e mais tarde convertem-se numa acção pagã.

Todavia, não quero, com isto revogar as verdadeiras comemorações; devem, apenas, não só conter a tradição anual, mas o da aplicação diária, de contrário serão sem efeito. Quanto a esta mesa, já te dei as Minhas ordens.

Diz Ebal: Será tudo realizado dentro da Tua vontade, Senhor; consideraremos as festas diárias, socorrendo o próximo em tudo que nos seja possível, comemorando assim as festas anuais.

Digo Eu: Deste modo provareis que sois Meus discípulos. Agora, levantemo-nos da mesa e vamos conversar com os pescadores, que sempre sabem contar factos extraordinários. Aqui teríamos pouco sossego, porquanto dentro de uma hora chegará uma caravana de Belém da qual fazem parte alguns fariseus com quem não quero entrar em contacto; tratai que sejam ainda hoje transportados para Sibarah.

Diz o comandante: Com muito gosto, pois para mim, não existem criaturas mais repugnantes.

Todos nos levantamos, encaminhando-nos para a praia.»



BÊNÇÃO E ORAÇÃO JUSTAS


«Pouco falo durante a refeição; quando, porém, o vinho começa a soltar as línguas, o albergue enche-se de vozes alegres e o próprio tavoleiro, encarregado da hospedaria de Lázaro, anima-se a apresentar-Me à sua família, pedindo uma bênção contra a maldição dos templários.

Digo-lhe, pois: Amigo, a Minha presença garante a bênção! Procura aplicar o Evangelho transmitido aos discípulos, que receberás a bênção viva e verdadeira, não só para esta vida, de pouca duração, mas igualmente para a tua alma eterna. A bênção que esperas nada vale. Os fariseus aplicam as suas bênçãos e deixam-se pagar por isso; quem teria lucrado com esse tipo de bênção? O doador teve a sua recompensa, enquanto ao outro, a fé teve que o consolar e proporcionar-lhe alguma paz.

A Minha bênção consiste na verdadeira Luz da Vida, ou seja a Vida Eterna, recebida por todos aqueles que aplicam a Minha doutrina. Todas as bênçãos mágicas de nada valem e aumentam mais a superstição. Quem caminha e age dentro do Evangelho, crendo ser Eu o Cristo verdadeiro, pode, em Meu nome, apor as suas mãos no enfermo que este se sentirá aliviado. Ainda que esteja a longa distância, tu, porém, orando por ele e mentalmente com fé em Mim, podes impor-lhe as tuas mãos, que ele se curará, caso essa bênção seja em benefício para a sua alma. Tal bênção é muito mais valiosa do que aquela que esperavas de Mim. Estás satisfeito?

Responde o tavoleiro: Senhor, agradeço-Te muito; pois vejo ser a verdade a maior bênção para o homem, enquanto a mentira e o embuste representam uma maldição. Desejava apenas ouvir de Ti se Deus não considera as orações dos sacerdotes e se são igualmente inúteis quando porventura alguém achar não merecer pedir ao Pai, procurando por isso um sacerdote, mediante pagamento.

Respondo: Acaso não consta: “Este povo honra-Me com os lábios, enquanto o seu coração está longe de Mim.” Como poderia beneficiar alguém, uma oração paga para o efeito? O necessitado não se atreve a orar a Deus, e o próprio sacerdote não pode fazê-lo, porquanto não acredita Nele; pois se assim fizesse, não se deixaria pagar e sim diria ao pedinte: Todo o homem – ainda que o número dos seus pecados seja idêntico às ervas da Terra e à areia do mar – pode orar a Deus com humildade e contrição, que a sua prece será ouvida pelo Pai. O amor do próximo já me impõe o dever de pedir por todas as criaturas; portanto, ora tu mesmo a Deus, para receberes alívio. Toda a oração paga é um horror para Deus.

Deste modo deveria falar um sacerdote crente, caso alguém lhe pedisse orações remuneradas. Ele mesmo não acreditando em Deus, fazendo-se pagar pela oração lida, com expressão beatífica, sem meditar ou elevar o pensamento ao Alto – é, portanto, mentiroso e impostor. Como poderia Deus considerar tal oração?

Afirmo-te: Se Deus pretendesse socorrer a quem pela suposta indignidade não se atreve a pedir-Lhe, em virtude da sua humildade, Ele não o fará para libertá-lo da sua superstição.

Se vires um necessitado orando a Deus, ajuda-o na sua penúria, presta-lhe socorro caso estejas em condições; se não tiveres nada para dar, junta a tua oração à dele, e te garanto Deus atender tal pedido. Pois onde dois ou três orarem a Mim, em verdade, sempre serão considerados. Ninguém deve dirigir-se a Deus por coisas fúteis e mundanas, que não será atendido; pedindo o necessário para o sustento material, pelo fortalecimento da sua fé e da sua alma, a oração será ouvida. Eis a situação real da oração verdadeira, uma bênção justa de Deus no coração humano! Compreendeste?

Responde o tavoleiro: Sim, Senhor, pois é a verdade simples e clara; entretanto, nunca compreendi as orações mágicas do sacerdote, pelo facto de não serem compreensíveis como real embuste. Como se esforçam em classificar gradativamente as suas fúteis orações, quando feitas por profissionais graduados e em locais santificados, cujo valor acresce, mediante pagamento mais ou menos elevado. Tal absurdo é, aliás, aceite pelos fiéis. Ai de quem os informasse não ser tal coisa do agrado do Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e seria injusto por parte Dele se fosse considerar as orações pagas, expulsando os pobres impossibilitados de pagamento. Tais orientadores populares seriam tomados como ultrajantes do Templo e quem os denunciasse teria o seu futuro garantido por toda a Eternidade.

Divino Mestre, em tais situações, não há possibilidade de viver. Este albergue é muito mais um templo para Deus do que os átrios de Salomão. Há dez anos não piso no Templo – e não pretendo fazê-lo no futuro. Mormente em época de festas comemorativas, onde as fraudes são incríveis e não consigo defrontá-las sem me aborrecer. Ajo bem, assim?

Digo Eu: Perfeitamente, pois não podes modificar a situação. É, portanto, preferível ficares afastado do local, onde nada de bom e verdadeiro poderias ouvir, e acima de tudo te irritarias como judeu íntegro. Eu vim, precisamente, para endireitar tudo o que estiver torto e abrir os olhos e ouvidos dos cegos e surdos. Deixemos, pois, o Templo cuja completa inutilidade é do conhecimento de todos.

Dentro em pouco teremos aumento de hóspedes, romanos e gregos. Certamente se hospedarão aqui e terás que preparar-te; pois na cidade não existem mais acomodações.

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